Funbio seleciona agência de viagens via pregão eletrônico

Encontra-se aberto no Funbio o processo licitatório via pregão eletrônico (n. 01/09) para contratação de empresa especializada na prestação de serviços de reserva e fornecimento de passagens aéreas nacionais e internacionais. A cópia do Edital poderá ser obtida pelas empresas interessadas no site www.licitacoes-e.com.br, nº da licitação: 283828. O limite para acolhimento das propostas é dia 18/12/09, às 10h30. O início da Disputa está marcado para o dia 18/12/09, às 11h30, com o pregoeiro Ariosto Mila Peixoto.

Adicionar comentário 9 de Dezembro de 2009 às 10:31 Márcia Soares

Mais 6,5 milhões de euros para a Mata Atlântica

Governo da Alemanha faz nova doação ao Funbio para o Fundo de Conservação da Mata Atlântica (na sigla em inglês, AFCoF), que apoiará o projeto Proteção da Mata Atlântica II, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Nesta última sexta-feira (04/12/09), o Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) assinou nova doação para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), no valor de 6,5 milhões de euros. Os recursos serão destinados ao Fundo de Conservação da Mata Atlântica (em Inglês, Atlantic Forest Conservation Fund - AFCoF), criado no final de 2008 para apoiar projetos de proteção do bioma, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Funbio deve receber o primeiro desembolso para esta nova fase até o final de 2009.

Segundo Jens Ochtrop, Diretor de Programas do KfW, os recursos são provenientes da Iniciativa Internacional de Clima (em Alemão, IKI) do Ministério do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e da Segurança Nuclear da Alemanha (em Alemão, BMU). “A IKI opera com recursos de venda de créditos de carbono pela Alemanha e destina-se a ações relacionadas à questão das mudanças climáticas, tema que será debatido mundialmente a partir desta semana, na Dinamarca, durante a 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas”, ressalta.

Assinatura da doação KfW. Foto: Funbio/Erika Polverari.

Da esquerda para a direira, durante a assinatura da doação, Maria Cecília Wey de Brito (MMA), Rosa Lemos (Funbio) e Jens Ochtrop (KfW).

Durante a cerimônia de assinatura de contrato, no gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a secretária Maria Cecília Wey de Brito disse que esse recurso vai ajudar a completar uma série de ações de proteção da floresta. “Boa parte da população vive onde era o bioma, onde boa parte do PIB é produzido, e precisava receber esse investimento. A Mata Atlântica merece um tratamento especial”, ressaltou.

O projeto Proteção da Mata Atlântica II apoiará iniciativas estratégicas para a conservação da Mata Atlântica, com uma visão de longo prazo, de forma a contribuir para a estabilidade climática global. O projeto foi estruturado em três componentes –unidades de conservação públicas e privadas, serviços ambientais e monitoramente da Mata Atlântica – que serão financiados tanto por meio de aporte direto (no caso de UCs públicas, por exemplo), como por chamada de projetos. Uma Comissão Técnica formada por conselheiros do Funbio, representantes do MMA e eventualmente consultores ad hoc será estruturada para acompanhar o destino dos recursos e a implementação do projeto.

“Hoje contamos com menos de 7% da cobertura original da Mata Atlântica, e justamente nestas regiões vivem 62% da população brasileira, cerca de 110 milhões de pessoas que dependem da conservação dos remanescentes da floresta para a garantia do abastecimento de água, regulação do clima, fertilidade do solo, entre outros serviços ambientais. Por isso, iniciativas como esta do Governo da Alemanha são fundamentais para garantir o futuro das próximas gerações”, acredita Rosa Lemos, Superintendente de Programas do Funbio.

Bons resultados na primeira fase garantem nova doação

Lançado no final de 2008, o AFCoF teve como foco em sua primeira fase a criação de um mecanismo financeiro dinâmico, capaz de catalisar ações de conservação da Mata Atlântica em escala e de dar continuidade às iniciativas. “Até outubro deste ano o fundo havia destinado cerca de 2 milhões de euros para áreas protegidas públicas e privadas, combate a incêndios florestais e projetos de uso sustentável da biodiversidade, entre outras iniciativas. A boa aplicação e uso dos recursos motivou o KfW a fazer esta nova doação”, conta a gerente do projeto no Funbio, Erika Polverari.

Grande parte dos investimentos do AFCoF nesta fase destinou-se ao fortalecimento de áreas protegidas federais e estaduais. O fundo comprou bens para 14 unidades de conservação (UCs) federais em sete estados da Mata Atlântica, 14 unidades estaduais em Minas Gerais, e também equipou UCs estaduais no Rio de Janeiro. Duas das UCs federais beneficiadas, os parques nacionais do Descobrimento (BA) e Itatiaia (RJ), receberam equipamentos especiais para o combate de incêndios florestais. O Fundo também apoiou a criação do Parque Municipal de Teresópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.

Parque Estadual do Rio Doce (MG). Foto: Funbio/ Tania Bravo

O Parque Estadual do Rio Doce (MG) foi um dos beneficiários da primeira fase do AFCoF.

Complementares aos esforços públicos de conservação da biodiversidade, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) também mereceram atenção do AFCoF. Foram destinados R$ 550 mil para o Programa de Apoio às RRPNs da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy.

Seis projetos de negócios sustentáveis em áreas prioritárias para conservação da Mata Atlântica, como o mini-corredor de biodiversidade Parque Estadual da Serra do Conduru/Boa Esperança no sul da Bahia e a Serra do Brigadeiro na Zona da Mata mineira, receberam cerca de R$ 600 mil do fundo, que financiou também atividades do Departamento de Conservação da Biodiversidade do MMA e do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

“O prazo para execução dos recursos da segunda fase do AFCoF é de três anos. Junto com o KfW e o MMA planejamos ações mais estruturantes, de médio e longoprazo, de forma a garantir maior proteção a este bioma tão ameaçado que é a Mata Atlântica”, explica Erika Polverari.

Fotos: Arquivo Funbio / Erika Polverari e Tania Bravo.

Adicionar comentário 7 de Dezembro de 2009 às 16:42 Márcia Soares

Reserva Biológica do Tapirapé comemorou 20 anos e o Funbio esteve lá.

A Reserva Biológica do Tapirapé, umas da unidades de conservação integral no Pará apoiadas pelo Programa Arpa, não deixou passar em branco os vinte anos da publicação do decreto que a criou. Em um evento de dia inteiro na cidade de Marabá, no dia 28 de outubro, a equipe da Rebio – Raimundo Façanha, Patrícia Farina, Renata Vargas e Antonio Maia – comemorou com membros de seu Conselho Consultivo, analistas ambientais que já integraram a equipe, especialistas que trabalharam no Plano de Manejo feito pela Ambiental Consultoria, Deise Balensiefer da Direp/ICMBio e Lysa Ribeiro da Assessoria de Comunicação do Funbio.

Maia, Renata, Façanha e Patrícia

equipe Rebiota renamed 28329 - equipe Rebiota renamed 28329

Dentro do espírito de colaboração que caracteriza o trabalho nas UCs do Mosaico de Carajás, a equipe da Rebio fez questão de celebrar no mesmo evento o aniversário da APA do Igarapé-Gelado e da Flona do Tapirapé-Aquiri, que também foram criadas pelo decreto de maio de 1989. Assim, estiveram presentes ainda os gestores do mosaico e integrantes da guarda florestal do Grupo Sacramenta, contratada pela Vale para garantir a proteção das unidades. As Flonas Carajás e Itacaiúnas e a TI Xicrim completam o mosaico que protege quase 1.200.000 hectares de floresta e resguarda jazidas de minério de ferro, manganês, níquel, alumínio, ouro e cobre.

Analistas ambientais, chefes de UCs, guardas florestais e outros profissionais que atuam ou já aturam no Mosaico de Carajás

turma do mosaico2 - turma do mosaico2

Em sua fala durante o evento, Raimundo Façanha, chefe da Rebio Tapirapé há 12 anos, reconheceu a importância da guarda florestal no trabalho de proteção da UC e frisou que existência de uma unidade de proteção integral com amostras de floresta intacta numa região bastante degradada como o sudeste do Pará é um privilégio para a sociedade. Façanha destacou as atividades de educação ambiental como estratégia para fortalecer a relação Rebio com a comunidade, tendo como objetivo final seu envolvimento na proteção e gestão da UC. O Programa Arpa também foi mencionado pelo gestor: “Sem o apoio do Programa Arpa muito pouco poderia ter sido feito em atividades estruturantes, como a formação do Conselho Consultivo e a elaboração do Plano de Manejo.” concluiu Façanha.

O programa do evento contou ainda com participações de Amarílio Fernandes (chefe da Flona do Tapirapé-Aquiri), Manoel Delvo (chefe da APA do Igarapé-Gelado) e Frederico Drumond (chefe da Flona Carajás). Sandra Steinmetz da Ambiental Consultoria fez uma breve apresentação sobre o plano de manejo da Rebio - em fase de aprovação final pela diretoria do ICMBio - e Lysa Ribeiro falou sobre o Arpa e o papel do Funbio no programa.

“Aproveitamos o evento de vinte anos da Rebio Tapirapé para comemorar também nossas conquistas no processo de consolidação da UC. Agora temos que concentrar nossos esforços para implementar o plano de manejo e desenvolver os projetos de educação ambiental, de pesquisa e de agricultura sustentável no entorno, conforme o que está previsto no documento.” explica Patrícia Farina, analista ambiental da Rebio desde 2006 e coordenadora do plano de manejo.

Para ver o relato de Lysa Ribeiro sobre a visita à Rebio Tapirapé, leia a próxima notícia.

Para conhecer mais sobre as UCs do Mosaico de Carajás, clique aqui.

Adicionar comentário 12 de Novembro de 2009 às 14:37 Lysandre Ribeiro

Visita à Rebio Tapirapé

Prezad@s leitores, tomei a liberdade de escrever esse relato na primeira pessoal do singular. Atendendo ao pedido feito pela Gerência do Arpa no Funbio, Raimundo Façanha e Patrícia Farina organizaram minha visita à Reserva Biológica do Tapirapé. Essa foi minha primeira viagem à Amazônia pelo Arpa e minha primeira visita a uma UC apoiada pelo programa. Lysa Ribeiro

De Marabá a Carajás
No dia 29 de outubro, na manhã seguinte ao evento em comemoração aos 20 anos da Reserva Biológica do Tapirapé em Marabá (PA), peguei carona em um dos carros do ICMBio com analistas ambientais do Mosaico de Carajás até a floresta nacional que tem o mesmo nome. Entre eles, Edilson Esteves, um veterinário de Osasco que é chefe da Flona Itacaiúnas e edita vídeos muito bacanas sobre ações de fiscalização usando heavy metal como trilha sonora. Ele e seus colegas vão me mostrando pontos importantes do caminho como a entrada para Serra Pelada e o “monumento” com troncos queimados na beira da estrada para lembrar o famoso e triste episódio de Eldorado de Carajás. Vão me explicando como é a vida no núcleo urbano da Vale na Serra de Carajás, bem no meio da Flona Carajás.

Entrando em Parauapebas começo a sentir o “efeito Vale” na aparência e no comércio da cidade. Alguém me conta que o aluguel de uma quitinete (quarto com banheiro) na cidade chega fácil a R$ 500, 00 e chama a minha atenção para o fato de que não há sistema de esgoto na cidade. No limite entre a cidade e a entrada da Flona Carajás, a portaria enorme e bem guardada me lembra um pedágio. A estrada dentro da Flona é muito boa e a paisagem de serra é muito bonita. São 25 quilômetros até o núcleo urbano da Vale e na medida em que vamos avançando vai ficando mais fresco. Entramos na “vila” e vou logo vendo as casas. São cerca de 5 mil pessoas morando no local. As casas podem ser de dois ou três quartos, dependendo do nível do funcionário na empresa, e não têm cercas ou muros na frente. Todas têm um quintal gramado e a maioria tem árvores. Outra imagem vem à minha cabeça: aqueles bairros americanos que a gente vê nos filmes.

DSC04558 - DSC04558

O ICMBio tem direito a dez casas no núcleo urbano. Como Patrícia Farina estava hospedando outras pessoas, fico na casa que a analista ambiental baiana Francileia Lobo de Souza, a Léia, está dividindo por enquanto com a paranaense Renata Vargas. Léia está na Amazônia há 3 anos e quatro meses, sendo que os últimos 4 meses trabalhando no Mosaico de Carajás. Renata chegou à Rebio Tapirapé há 4 meses.

casas da Vale renamed 27674 - casas da Vale renamed 27674

A visita à Rebio Tapirapé
No dia 30, sexta, Renata e eu nos despertamos antes das seis para a viagem até o Posto do Bacaba na Rebio. Essa é a primeira vez que Renata vai ao posto. Na Flona, uma neblina densa baixa até o chão e me faz pensar no fog londrino, que conheço por enquanto só de nome. Renata me conta que está se preparando para o “inverno”, que é como chamam a temporada de chuva que começa no que é o verão para o resto do país. Fico achando que não vale a pena viajar com aquele tempo, mas a medida que vamos saindo de Carajás, tudo muda. O sol não chega a sair, mas já não há neblina ou garoa, e o calor só aumenta. Ainda bem que não paguei o mico de comentar com meus anfitriões que o tempo não estava para viagem…

fog em Carj  s 1 2 - fog em Carj  s 1 2

Vou no mesmo carro que Patricia, Renata e Amarílio Fernandes, o chefe da Flona Tapirapé-Aquiri. Em outro carro seguem o chefe da Rebio Raimundo Façanha, o guarda florestal Thayronne da Paixão e o analista ambiental Sandro Roberto da Silva Pereira que trabalhou na UC entre 2002 e 2004 e atualmente chefia a APA das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná no Mato Grosso do Sul. Saindo do centro de Parauapebas pegamos uma estrada estreita de terra, com muito sobe e desce, e várias pontezinhas. Ladeando a estrada vejo muito pasto e pouco gado, alguns acampamentos de sem-terras e quase nada de mata. Uma paisagem parecida com a estrada entre Marabá e Parauapebas, com exceção é claro, do asfalto e do tamanho da pista. E do sobe desce, que faz a gente sair do banco traseiro algumas vezes. Temos rádio na maior parte do tempo e a trilha sonora é composta de bregas, sucessos do século passado (nasci em 1974!) e versões dos mesmos sucessos.

par de castanheiras no caminho - par de castanheiras no caminho

sobe e desce - sobe e desce

No caminho, Patricia me explica como é o trabalho da guarda florestal, que na Rebio mantém sempre dois homens num esquema de revezamento de 15 em 15 dias. Ela é fã do trabalho deles e os chama carinhosamente de seus anjos da guarda. Fico pensando como devem ter sido os primeiros meses dela, que é de Birigui (SP), vivendo e trabalhando na Amazônia. Pelo que ela conta sua experiência não está sendo muito diferente da de outros gestores com quem tive contato através do Arpa: o trabalho na Amazônia apaixona e desafia, mas cobra muito pelas condições e pelo isolamento.

Para chegar até a margem do rio Tapirapé, que depois atravessaremos de voadeira para chegar no Posto do Bacaba, passamos por uma grande fazenda. A mistura de estrada, pasto, porteira e mata, me faz lembrar umas viagens de carro à Fazenda Rio Negro, aquela da Conservação Internacional, no Pantanal sul-mato-grossense. Já na margem, as sirenes dos carros são ligadas para avisar que chegamos. Um florestal vem nos buscar com uma voadeira e a visão do posto na barranca do Tapirapé é para mim simplesmente linda. Com o calor, a escadaria me deixa meio zonza, mas logo estou na varanda da base, que foi construída com recursos da Vale em 2004 e reformada em 2007 pelo Arpa.

chegada ao Tapirap   - chegada ao Tapirap

avistamos o posto - avistamos o posto

Façanha e Patricia fazem as honras da casa e me mostram as instalações. São quatro quartos, três banheiros, copa, cozinha, sala do rádio e uma boa sala, onde mais tarde eu assistiria ao Jornal Nacional e à novela das oito com o pessoal, graças ao gerador. Em seguida o almoço é preparado e servido pelos florestais, que além de “selva” são ótimos cozinheiros. Caio dentro do frango com molho, arroz, feijão e arremato com a farinha amarela.

Depois de descansar um pouco é hora fazer a trilha atrás da casa. Amarílio e o guarda Thayronne vão abrindo o caminho, seguidos por Renata, Sandro e por mim. As castanheiras que vi nos pastos têm um aspecto diferente das que vejo nas matas. Amarílio me conta que a lei do Pará proíbe o seu corte. Durante a caminhada, converso mais com Sandro. Ele participou do comecinho do Arpa, quando preencheu as planilhas em Excel pré-Cérebro (que o pessoal do Funbio nunca esquece!), e chegou a ir ao encontro do programa realizado em 2007 em Belém. Além de muitas borboletas, não vimos nada de bicho até a volta, quando avistamos um grupo de macacos prego no topo das árvores. Eles também nos viram e depois de uns minutinhos de observação mútua, nós resolvemos seguir para não levar os “presentinhos” que eles costumam jogar na cabeça de quem passa.

igarape final trilha renamed 2760 - igarape final trilha renamed 2760

borboleta renamed 28915 - borboleta renamed 28915

De volta ao posto, nos dedicamos a catar carrapatos. Papo vai, papo vem, já era hora de jantar um peixe delicioso. Depois da novela e do jornal, gerador desligado, os barulhos da floresta preenchem a casa. Durmo rápido e bem, pensando que dei sorte de ter tanto conforto em minha primeira viagem à Amazônia.

No dia seguinte, saímos de barco antes de almoçar. Renata, Patrícia, Sandro, Thayronne e eu descemos o Tapirapé e passamos depois para o rio Itacaiúnas, que me pareceu ser mais largo. Vemos algumas aves, principalmente a cigana, um e outro tracajá, e tenho quase certeza que avistei um jabuti num tronco caído às margens do Itacaiúnas. Patricia me conta que quando os rios sobem dá para chegar no Bacaba de barco e me conta que a primeira vez que viu a água subindo ficou maravilhada. Começamos a voltar com alguns pingos de chuva, mas no posto já não cai nada. É impressionante como o céu muda de repente.

Rio Itacai  nas renamed 22018 - Rio Itacai  nas renamed 22018

O guarda florestal Thayronne
florestal Thayronne renamed 15910 - florestal Thayronne renamed 15910

Patrícia Farina
Patricia - Patricia

Sandro Pereira e Renata Vargas
sandro e renata - sandro e renata

Depois de almoçar, deixamos o Bacaba. Agradeço ao Façanha pela oportunidade de conhecer o Bacaba e percebo no jeitão de poucas palavras dele que lhe dá muito orgulho cuidar de toda aquela beleza. Durante a viagem de volta, fixo a impressão de que tem muita pastagem prá pouco boi e chego à conclusão de que os latifúndios e os acampamentos dos sem-terra na Amazônia ilustram a desigualdade social e econômica no nosso país tão bem quanto o contraste entre o asfalto e a favela do meu Rio de Janeiro.

De Carajás ao Rio
Retorno à casa de Léia e Renata. Para retribuir a hospedagem, cozinho para elas. Vou dormir cedo e às seis da manhã Patricia vem me buscar. Ela também dá carona para Sandro e para Cecília Cordeiro de Jesus, analista ambiental que também já trabalhou no mosaico e viajava com os dois filhos. Ela ainda conserva amizades que fez no núcleo urbano da Vale. Em Parauapebas, a família toma logo o micro-ônibus para Marabá e eu espero um pouco com Sandro. Já em Marabá, almoçamos na orla e depois amargamos uma longa espera pelo vôo para Brasília no aeroporto. Muita água e picolés de açaí nessa hora! Chego no Rio quase onze da noite, converso com o taxista sobre as últimas da cidade e entrando em casa percebo que o Rio não fica atrás da Amazônia em termos de calor. Menos mal que temos a praia! :0)

Adicionar comentário às 14:25 Lysandre Ribeiro

Fundo Juruti Sustentável seleciona 18 projetos na segunda etapa do Edital 01/2009

Lançado em maio de 2009, o Fundo Juruti Sustentável, fruto da parceria entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Alcoa, encerrou em outubro a segunda etapa do processo de seleção de projetos a serem apoiados pelo Edital 01/2009. Das 67 cartas consulta recebidas na primeira etapa da seleção, 41 se transformaram em projetos apresentados ao Fundo no final do mês de agosto.

Um dos diferenciais deste edital foi o apoio fornecido pelo Fundo para o processo de construção dos projetos. O edital disponibilizou R$ 500,00 para vinte organizações do meio rural para cobertura de despesas como cópias de documentos e emissão de certidões. Além disso, todas as organizações pré-selecionadas participaram de uma oficina de elaboração de projetos, realizada em Juruti no mês de julho. O prazo final para entrega dos projetos encerrou no dia 31 de agosto e apenas uma das organizações não apresentou projeto.

juruti1 1 - juruti1 1

Representantes das organizações que receberam apoio financeiro do Edital 01/2009 para elaboração de seus projetos.

No mês de setembro, os projetos foram submetidos à Câmara Técnica formada por representantes do Museu Emílio Goeldi, Instituto de Desenvolvimento de Florestas do Estado do Pará, Ministério do Meio Ambiente e Funbio. Após a análise e recomendações da Câmara Técnica, os projetos foram julgados e selecionados pelo Conselho do Fundo Juruti Sustentável, nos dias 6, 7 e 8 de outubro, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, em Juruti, que gentilmente cedeu o espaço para o evento. Participaram do julgamento representantes da Prefeitura Municipal de Juruti (PMJ), Associação de Mulheres Trabalhadoras de Juruti (AMTJU), Pastoral da Criança, Movimento 100% Juruti, Associação Comercial de Juruti, Alcoa, Banpará, Hotel Garcia e Colônia de Pescadores Z-42.

Os projetos selecionados foram então enviados a Alcoa que, no papel de doador, concedeu sua não objeção. Ao todo, 18 projetos foram selecionados para a próxima etapa: 10 projetos de organizações de Tipo 1 (organizações com atuação reconhecida, mas que ainda não estão formalmente constituídas) e 08 de organizações de Tipo 2 (organizações legalmente constituídas).

“Pelo que pudemos observar com o Edital 01/2009 do Fundo Juruti Sustentável, a principal preocupação das organizações de Juruti é com alternativas para geração de renda, com foco na produção familiar como a criação de peixes, horticultura, artesanato e confecção de roupas. O resultado do julgamento de projetos evidencia que essa é uma preocupação também da sociedade local, que representada no Conselho do Fundo, aprovou mais de 70% dos projetos enquadrados nessa linha temática.”, comenta Guilherme Figueiredo, coordenador do Fundo Juruti Sustentável no Funbio.

Os proponentes aprovados na segunda etapa têm até meados de novembro para atender recomendações e condicionantes apresentadas pelo Conselho do Fundo. Também deverão apresentar os documentos necessários para a assinatura dos contratos. A última etapa de seleção é a participação na oficina de execução de projetos, prevista para o mês de dezembro. A previsão para início dos projetos contratados é janeiro de 2010.

Confira os projetos selecionados na segunda etapa do Edital 01/2009 do Fundo Juruti Sustentável.

PROJETOS SELECIONADOS - INSTITUIÇÕES TIPO 1
Apoio até R$ 10 mil

Classificação - Organização - Projeto
1 - APROFASP - Projeto Cheiro Verde
2 - Assoc. Produtores Rurais de São José - Projeto de Apoio aos Avicultores da Comunidade de São José do Curumucuri
3 - CTPJ - Projeto Estruturação e Adequação de Casa de Farinha
4 - Assoc. dos Produtores da Comunidade de Araçá Preto - Projeto de Apoio aos Produtores de Hortaliças Orgânicas da Comunidade de Araçá-Preto
5 - APROSEIS - Criação de Tambaqui em Tanques-rede
6 - Pastoral da Criança - Viva Vida - Corte, costura e fabricação de redes
7 - Assoc. dos Produtores da Comunidade de São Braz - Projeto de Criação de Abelhas Nativas da comunidade de São Brás
8 - Núcleo de Mulheres do Castanhal - Transformando Linhas em Idéias Concretas
9 - Associação dos Pequenos Produtores Rurais de São Pedro - Projeto de Geração de renda para a produção Familiar Rural através da criação de galinha poedeira da comunidade de São Pedro
10 - Comunidade de São Benedito - Projeto Amarrando Sonhos

PROJETOS SELECIONADOS - INSTITUIÇÕES TIPO 2
Apoio até R$ 50 mil
Classificação - Organização - Projeto
1 - MOPEBAM - Acordo de Pesca Lago Grande e Curuai
2 - Associação Brasileira para a Conservação das Tartarugas Puxirum dos Curumins - I Encontro do Clubinho da Tartaruga
3 - APRAPAEB - Projeto Juruti Pescados
4 - APRAPAEVID - Pesca Milagrosa - Criação de Tambaqui em Tanques-Rede
5 - ACEJ - Programa 5S - Juruti
6 - Associação comunitária dos moradores do Bairro Santa Rita - Da rua à Cultura
7 - Associação Beneficente Promocional Bom Samaritano - Projeto Construindo e Alimentando com Qualidade
8 - Associação dos Artesãos de Juruti - Projeto Tucumã

Adicionar comentário 3 de Novembro de 2009 às 17:06 Lysandre Ribeiro

Funbio seleciona consultoria para rever plano de manejo da APA de Tamoios

APA Tamoios - Apa de Tamoios. Foto: Márcia Soares
Está aberto o processo seletivo para contratação de serviço de consultoria para revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (RJ). Os interessados deverão solicitar documentação do processo até o dia 17 de outubro, através do email josemauro@funbio.org.br. Esta contratação está dentro do escopo do Termo de Cooperação Técnica assinado entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, para gestão dos recursos do Projeto-Piloto do Fundo da Mata Atlântica.

A APA de Tamoios, localizada na Baía da Ilha Grande, foi criada em 1982 com o objetivo de assegurar a proteção do ambiente natural, das paisagens de grande beleza cênica e dos sistemas geo-hidrológicos da região. O local abriga espécies biológicas raras e ameaçadas de extinção, bem como comunidades caiçaras integradas naqueles ecossistemas.

1 comentário 13 de Outubro de 2009 às 17:27 Márcia Soares

Tic tac tic tac tic tac…

Tic tac tic tac - Tic social
O relógio não para, o tempo está passando… E o Funbio apoia a Campanha Tic tac tic tac

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês) é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para que os governos se posicionem e estabeleçam metas ambiciosas e justas em prol de decisões concretas para combater as causas das mudanças climáticas e amenizar seus efeitos.

O objetivo é consolidar uma série de ações em diversos países, que culminarão em uma plataforma de orientações e reivindicações a ser apresentada durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. A campanha mundial GCCA está sendo implementada com prioridade em alguns países importantes para o êxito das negociações, ou seja, para que tais países tenham posições e compromissos mais efetivos e adequados para salvar o planeta da catástrofe climática. A lista desses países inclui Brasil, Japão, Canadá e Polônia (que preside o processo de preparação da COP antes de Copenhague).

Abaixo assinado

Acorda! Chegou a hora de salvar nosso futuro, e sua assinatura faz muita diferença. Ainda é tempo de evitar o pior, mas é preciso agir imediatamente! A transição para uma economia de baixo carbono pode trazer grandes benefícios, mas isso depende de como agirmos agora. Acesse www.tictactictac.org.br e faça parte desta campanha.

Adicionar comentário 7 de Outubro de 2009 às 13:37 Márcia Soares

Quanto custa uma unidade de conservação federal?

Clique aqui e faça o download da publicação lançada pelo Funbio durante o VI CBUC.

Adicionar comentário 5 de Outubro de 2009 às 18:16 Márcia Soares

Almirante Ibsen Gusmão Câmara e Malu Nunes encerram VI CBUC

Após quatro dias de conferências, simpósios e eventos paralelos, encerrou-se o VI CBUC, cujo tema central foram as mudanças climáticas. Para Almirante Ibsen Gusmão Câmara, Conselheiro da Fundação O Boticário e do Funbio, a principal conclusão que se tira depois de tantos debates é que a biodiversidade esta extremamente ameaçada, não apenas pelas mudanças climáticas, mas por todas as demais pressões antropicas.

Segundo ele, uma das importantes causas desta situação, não debatida aqui no evento, é o crescimento populacional. ¨Eu acredito, apesar de a sociedade não perceber, que estamos próximos a uma catástrofe global. Se colocarmos metas muito ambiciosas, iremos para um desastre econômico. Uma situação complicada¨, afirmou. Dentro deste quadro, para Ibsen, as UCs são a única esperança que temos de retardar esta calamidade biológica.

¨Estamos hoje vivendo o que os paleontólogos chamam de extinção em massa. Tivemos cinco destas ondas ao longo da existência do planeta. Esta e a sexta, e será muito agravada pelas mudanças climáticas¨, alertou. Para ele, as unidades de conservação não são a solução de tudo, mas podem aliviar a pressão sob a biodiversidade.

Se estas catástrofes ocorrerem de maneira mais atenuada, imaginem o valor destas ilhas de ecossistemas naturais daqui a 50, 100 ou 200 anos. Serão verdadeiros bancos genéticos, serão museus vivos.

Almirante Ibsen não deixou de destacar que são muitos os obstáculos para a criação e manutenção das UCs, mas é fundamental enfrenta-los.

Malu Nunes, presidente executiva da Fundação O Boticário, ressaltou que muitas das discussões deste congresso devem ser levadas para outros fóruns, para que estas questões saiam do papel e partam para a pratica. Ao encerrar este sexto congresso, desejou a todos um bom retorno e agradeceu o engajamento de patrocinadores e todos os envolvidos na organização do evento.

1 comentário 24 de Setembro de 2009 às 16:44 Márcia Soares

Funbio e RedLAC apresentam portal e metodologia BCID

O projeto BCID (do inglês Biodiversity Conservation Investment Database) foi apresentado ontém, quarta-feira, em um evento paralelo do congresso. O foco da apresentação foi explicar a metodologia de priorização de áreas para investimentos em conservação, elaborada pela equipe do projeto sob coordenação do consultor Jorge Adrian Monjeau.

bcid - bcid

Elaine Teixeira e Daniela Lerda do Funbio

O evento iniciou com uma rápida apresentação da RedLAC, feita pela Camila Monteiro, explicando que o BCID é um projeto da rede, coordenado pelo Funbio. Elaine Teixeira, gerente do projeto BCID no Funbio, apresentou o portal e seus módulos usando uma demonstração animada que simulou a futura cara do portal.

Ela explicou rapidamente que o BCID é composto por uma base de dados central, onde os investimentos serão registrados através de um questionário online, que abrange aspectos gerais do projeto, aspectos financeiros, de objetivos de conservação e de localização geográfica.

Os registros se dividem em doações (montantes altos vindos de doadores primários, tais como GEF, KfW, Fundação Moore, etc) e projetos. Os projetos são os investimentos que realmente chegam a campo, através das instituições executoras. Esta divisão foi a solução encontrada para evitar a contagem duplicada de recursos. Um bom exemplo são os fundos ambientais, intermediários de recursos. Eles recebem um recurso de doação, como o caso do Funbio, que recebeu uma doação de 20 milhões do GEF, e repassam a executores. O BCID deverá relacionar os projetos executados com recursos do Funbio com a doação primária do GEF.

Elaine também passou rapidamente pelos módulos que o sistema oferecerá, de visualização espacial, de cadastro de executores e de doadores com oportunidades de financiamento. Daniela Lerda, coordenadora do projeto, relatou que a equipe percebeu que não alcançaria o objetivo de coordenar os investidores e evidenciar as prioridades de investimento, apenas com a espacialização dos investimentos passados. Foi desta percepção que decidiu-se incorporar uma metodologia para analisar os mapas resultantes dos registros da base de dados, sobrepostos a outros mapas com outros critérios relevantes para a conservação, tais como a presença de espécies, o nível de degradação, o custo da terra, entre outros.

Adrian Monjeau e Daniela foram explicando o passo a passo desta metodologia, que cruza estas diversas camadas georreferenciadas para chegar a um mapa final que evidencie as áreas prioritárias para investimentos. Apesar de bastante complexa, a metodologia foi recebida com entusiasmo pela audiência do evento, que ressaltou a falta que as organizações sentem atualmente de um sistema completo que reúna todas estas informações relevantes para a tomada de decisão sobre onde investir em conservação.

O evento foi finalizado com uma rodada de perguntas. A Secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, chamou a atenção para que o BCID considere os investimentos públicos em conservação, que devem superar os privados e portanto são importantes para a análise. Apesar disso, ela mesma admitiu a dificuldade de encontrar estes dados sistematizados.

Adicionar comentário às 12:52 Camila Monteiro

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