Publicação apresenta trabalho desenvolvido pela SPVS na Mata Atlântica, com envolvimento de proprietários de áreas e empresas, artigo inédito de Thelma Krug e metodologia de monitoramento de carbono para a floresta Atlântica.
Uma iniciativa de proteção da Mata Atlântica está sendo divulgada como mais uma solução para o controle climático na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, Dinamarca. A experiência desenvolvida pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), no Brasil, é relatada na publicação eletrônica “Mudanças climáticas e as oportunidades para a conservação da Mata Atlântica Brasileira”. O material apresenta também um artigo inédito de Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional Pesquisas Espaciais (INPE) com especialidade no tema florestal, e uma metodologia de monitoramente de carbono aplicável a projetos no bioma.
Financiado pelo Fundo de Conservação da Mata Atlântica (na sigla em Inglês, AFCoF), iniciativa mantida pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com financiamento do banco de desenvolvimento da Alemanha KfW, o trabalho se aplica à Mata Atlântica como iniciativa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) no Brasil. A publicação, que será distribuída durante a COP-15, contem a opinião de pesquisadores e instituições que defendem o potencial que o bioma tem para ser inserido em futuros mecanismos de REDD.
Em seu artigo, Thelma Krug discorre a respeito do histórico de REDD no âmbito da Convenção. A pesquisadora afirma que o Brasil, por deter uma extensão florestal significativa e ainda com taxas de desmatamento expressivas, tem um apelo particular para os países desenvolvidos. “Estes países parecem convergir nas suas visões de que a mudança do clima somente será tratada de maneira apropriada se as emissões por desmatamento (e degradação florestal) forem sistemática e intensamente reduzidas ao longo do tempo”, diz.
Um capítulo específico sobre metodologia de monitoramento de carbono aplicável inicialmente a projetos financiados pelo AFCoF foi desenvolvido sob coordenação do Funbio. A metodologia é uma análise crítica da implantação de projetos de redução das emissões e aumento das remoções de gases de efeito estufa. “Enfatizamos as duas atividades florestais atualmente discutidas no âmbito da Convenção do Clima e do Protocolo de Quioto, ou seja, REDD e reflorestamento/florestamento”, explica Angelo Augusto dos Santos, responsável pelo tema no Funbio e um dos autores da metodologia.
A outra parte da publicação relata a experiência de campo desenvolvida pela SPVS no sul do Brasil. Na região, a instituição não-governamental atua desde 1999 em projetos que conciliam conservação da biodiversidade e combate às mudanças climáticas. São projetos localizados na região da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (litoral norte do Paraná, inserido no maior bloco remanescente de Mata Atlântica) e desenvolvidos em parceria com a organização não-governamental The Nature Conservancy e empresas norte-americanas. Os projetos são responsáveis por manter reservas naturais que somam 18.600 hectares de áreas em bom estado de conservação e outras que estão passando por um processo de restauração de ambientes degradados.
A experiência da SPVS continua com a descrição de outro trabalho pioneiro, desenvolvido em áreas de Floresta com Araucária – ecossistema associado à Mata Atlântica e ameaçado de desaparecer (somente no Paraná, existem hoje menos de 40 mil hectares remanescentes em bom estado de conservação, de um total de 8 milhões que cobriam o Estado). A iniciativa relata o trabalho desenvolvido com os proprietários de áreas que, com o apoio de empresas interessadas em manter florestas em pé como medida voluntária de combate às mudanças climáticas, têm conseguido proteger importantes remanescentes deste ecossistema. Para ser efetivado, esse trabalho conta com a supervisão da SPVS, que faz a aproximação entre empresas e proprietários e responde tecnicamente pelas ações de conservação dessas áreas, bem como pelos cálculos de estoque de carbono presentes nelas.
Por fim, a publicação editada em CDROM traz ainda leituras complementares relacionadas à atuação empresarial em ações de combate às mudanças climáticas e conservação da biodiversidade.
Clique aqui para acessar a publicação.
REDD: finalmente na pauta da convenção
A Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) é um dos principais itens da pauta que representantes de 192 países discutem em Copenhague até o próximo dia 18. Entre outros desafios, autoridades governamentais procuram definir um mecanismo para criar um regime internacional para proteção de florestas como medida de combate às mudanças climáticas.
A inclusão da proteção de florestas nesse contexto considera o papel que as áreas naturais têm em manter carbono estocado na biomassa florestal (benefício gerado a partir do mecanismo da fotossíntese), auxiliando assim no processo de retirada da atmosfera do excesso de dióxido de carbono (principal gás responsável pelas mudanças climáticas).
Para ambientalistas, um mecanismo de REDD significa ajuda para estancar processos de desaparecimento de florestas em todo o mundo e, além disso, contribuir para garantir outros benefícios que essas áreas geram para o meio ambiente e para a qualidade de vida.
11 de Dezembro de 2009 às 17:41
Márcia Soares
Foi anunciada ontem pelo BNDES a aprovação do projeto apresentado pelo Funbio ao Fundo Amazônia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a agência de cooperação técnica alemã GTZ e o WWF-Brasil, que tem por objetivo apoiar o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
Rio, 10/12/09 – Ontem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou mais um projeto a ser apoiado pelo Fundo Amazônia: o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que receberá um montante de R$ 20 milhões. O projeto foi apresentado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e tem como foco a consolidação de Unidades de Conservação (UCs) de proteção integral e uso sustentável no bioma. O projeto tem duração de quatro anos e deve destinar bens e serviços para mais de 60 UCs da Amazônia.
O Arpa é um programa do Governo Federal, criado em 2003 com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (Global Environment Facility - GEF) através do Banco Mundial, do Banco de Desenvolvimento da Alemanha KfW e do WWF-Brasil. Maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, o programa estabeleceu como meta proteger 500 mil quilômetros quadrados da região amazônica (cerca de 12%), por meio do fortalecimento e ampliação da infraestrutura de unidades de conservação de diferentes categorias, permitindo seu pleno funcionamento e o cumprimento de sua missão de conservação da biodiversidade.
Sua execução técnica, sob coordenação direta do Ministério do Meio Ambiente, está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e das Secretarias de Meio Ambiente dos Estados da Amazônia Legal. O programa conta também com a parceria da agência de cooperação técnica alemã GTZ e apoio técnico do WWF- Brasil. O Funbio faz parte do programa desde sua criação e é responsável pela gestão financeira e pela aquisição e contratação de bens e serviços. Além disso, cuida dos componentes de sustentabilidade financeira de UCs (que inclui a gestão do fundo fiduciário FAP – Fundo de Áreas Protegidas) e participação comunitária.
A primeira fase do Arpa se encerrou em 2008 e durante o ano de 2009 os parceiros do programa iniciaram o planejamento e as negociações para a segunda fase. O projeto aprovado pelo BNDES é o segundo recurso confirmado para esta nova etapa, que já conta com 10 milhões de euros do Banco de Desenvolvimento da Alemanha KfW para investimentos no programa. Espera-se como resultado do projeto aprovado pelo Fundo Amazônia a criação de 13,5 milhões de hectares de Unidades de Conservação (UC) e a consolidação de 32 milhões de hectares de áreas protegidas, das quais 6,5 milhões em UCs já existentes, mas ainda não contempladas pelo programa, e 25,5 milhões de hectares em UCs criadas dentro do Programa Arpa.
O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com R$ 150 milhões em carteira para mais projetos que serão aprovados em janeiro e fevereiro de 2010. Até 2015 o Fundo deve receber um aporte de 1 bilhão de dólares doados pelo governo da Noruega para o combate ao desmatamento.
10 de Dezembro de 2009 às 12:06
Márcia Soares
AVISO DE SOLICITAÇÃO DE MANISFESTAÇÃO DE INTERESSE
PROJETO NACIONAL DE AÇÕES INTEGRADAS PÚBLICO-PRIVADA PARA A BIODIVERSIDADE - PROBIO II
Acordo de Doação N° Tf91515
SELEÇÃO DE CONSULTORES PELOS MUTUÁRIOS DO BANCO MUNDIAL
SERVIÇOS DE CONSULTORIA – Base de Conhecimento
1)O Fundo para o Meio Ambiente Mundial - GEF fez uma doação por meio do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial), para financiar o Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade - PROBIO II – Componente 2, cujos pagamentos serão viabilizados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio. Parte dessa doação será utilizada para pagamentos de consultorias em conformidade com as Diretrizes de Seleção e Contratação de Consultores para Mutuários do Banco Mundial.
2)Os Serviços compreendem a contratação de empresas/instituições que tenham condições de assumir a responsabilidade pela execução das atividades previstas no TDR nº 049/2009, disponível no endereço eletrônico [endereço]. A empresa/ instituição contratada deverá desenvolver serviço de consultoria para desenvolvimento de um sistema de colaboração de informações sobre diversos temas que sirvam como base de conhecimento ao Probio II, assim como a migração das bases de conhecimento já existentes no Funbio. A base de conhecimento terá por base um gerenciador de conteúdo (CMS) e prioritariamente complementos (modules, plug-ins, add-ons, etc) para atender todos os requisitos solicitados. Não havendo complementos que satisfaçam os requisitos, será necessário o desenvolvimento de customizações.
3)Requisitos:
- Armazenamento de informações.
- Georeferenciamento das informações registradas.
- Agregação de diversas fontes de informações (documentos, imagens, links, outros sites, etc.).
- Pesquisa em toda informação da base de conhecimento.
- Ambiente colaborativo que permita a troca de informações entre seus usuários, utilizando as mais modernas tecnologias, por exemplo: wiki, RSS, tags, fóruns, grupos de interesse, comentários, etc.
- Classificação de nível de sigilo e ranqueamento das informações.
- Mediação do conteúdo publicado.
- Controle de acesso de usuários.
4) O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, que executa ações deste projeto, convida empresas/instituições qualificadas que demonstrem interesse na prestação dos serviços requeridos. As empresas/instituições interessadas deverão demonstrar que são qualificadas para desempenhar os serviços, apresentando comprovação de capacidade técnica, adquirida a partir da realização de trabalhos semelhantes que já tenham realizado, indicando que possuem as habilitações necessárias para o desempenho das atividades do componente 2. Empresas/instituições poderão se associar visando melhorar suas qualificações.
5) Os interessados deverão encaminhar a manifestação de interesse em envelope ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade no seguinte endereço até às 18:00hs do dia 06/01/2010, aos cuidados de UOCompras, com o assunto “PROBIO II – MI Base de Conhecimento”, correspondência oficial emitida em papel timbrado da entidade, devidamente assinado pelo representante legal da mesma, expressando interesse em realizar os serviços em questão, assim apresentando as informações: a) Capa identificando o objeto da consultoria e o número da manifestação de interesse; b) sumário com a discriminação de cada documento apresentado; c) referências da empresa, indicando os principais clientes; d)experiência da empresa na execução de atividades previstas no edital, devidamente comprovadas por atestado de capacidade.
7) As empresas/instituições melhor qualificadas, serão convidadas a apresentar proposta na modalidade SBQC (Seleção Baseada na Qualidade e no Custo) de acordo com os procedimentos estabelecidos nas Diretrizes Seleção e Contratação de Consultores para Mutuários do Banco Mundial, de maio de 2004.
8) Empresas/instituições interessadas deverão obter mais informações, no endereço abaixo de segunda a sexta, das 9h às 18h (horário de Brasília),ou pelo endereço eletrônico:
Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - FUNBIO
AOS CUIDADOS DE: Alessandro Jonady Oliveira
Largo do Ibam, N° 1 - Humaitá - Rio de Janeiro - RJ Cep: 22.271-070
Telefone: 55 (21) 2123-5353 / Fax: 55 (21) 2123-5354
E-mail: alessandroj@funbio.org.br
9 de Dezembro de 2009 às 16:53
Márcia Soares
Encontra-se aberto no Funbio o processo licitatório via pregão eletrônico (n. 01/09) para contratação de empresa especializada na prestação de serviços de reserva e fornecimento de passagens aéreas nacionais e internacionais. A cópia do Edital poderá ser obtida pelas empresas interessadas no site www.licitacoes-e.com.br, nº da licitação: 283828. O limite para acolhimento das propostas é dia 18/12/09, às 10h30. O início da Disputa está marcado para o dia 18/12/09, às 11h30, com o pregoeiro Ariosto Mila Peixoto.
às 10:31
Márcia Soares
Governo da Alemanha faz nova doação ao Funbio para o Fundo de Conservação da Mata Atlântica (na sigla em inglês, AFCoF), que apoiará o projeto Proteção da Mata Atlântica II, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.
Nesta última sexta-feira (04/12/09), o Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) assinou nova doação para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), no valor de 6,5 milhões de euros. Os recursos serão destinados ao Fundo de Conservação da Mata Atlântica (em Inglês, Atlantic Forest Conservation Fund - AFCoF), criado no final de 2008 para apoiar projetos de proteção do bioma, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Funbio deve receber o primeiro desembolso para esta nova fase até o final de 2009.
Segundo Jens Ochtrop, Diretor de Programas do KfW, os recursos são provenientes da Iniciativa Internacional de Clima (em Alemão, IKI) do Ministério do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e da Segurança Nuclear da Alemanha (em Alemão, BMU). “A IKI opera com recursos de venda de créditos de carbono pela Alemanha e destina-se a ações relacionadas à questão das mudanças climáticas, tema que será debatido mundialmente a partir desta semana, na Dinamarca, durante a 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas”, ressalta.
Da esquerda para a direira, durante a assinatura da doação, Maria Cecília Wey de Brito (MMA), Rosa Lemos (Funbio) e Jens Ochtrop (KfW).
Durante a cerimônia de assinatura de contrato, no gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a secretária Maria Cecília Wey de Brito disse que esse recurso vai ajudar a completar uma série de ações de proteção da floresta. “Boa parte da população vive onde era o bioma, onde boa parte do PIB é produzido, e precisava receber esse investimento. A Mata Atlântica merece um tratamento especial”, ressaltou.
O projeto Proteção da Mata Atlântica II apoiará iniciativas estratégicas para a conservação da Mata Atlântica, com uma visão de longo prazo, de forma a contribuir para a estabilidade climática global. O projeto foi estruturado em três componentes –unidades de conservação públicas e privadas, serviços ambientais e monitoramente da Mata Atlântica – que serão financiados tanto por meio de aporte direto (no caso de UCs públicas, por exemplo), como por chamada de projetos. Uma Comissão Técnica formada por conselheiros do Funbio, representantes do MMA e eventualmente consultores ad hoc será estruturada para acompanhar o destino dos recursos e a implementação do projeto.
“Hoje contamos com menos de 7% da cobertura original da Mata Atlântica, e justamente nestas regiões vivem 62% da população brasileira, cerca de 110 milhões de pessoas que dependem da conservação dos remanescentes da floresta para a garantia do abastecimento de água, regulação do clima, fertilidade do solo, entre outros serviços ambientais. Por isso, iniciativas como esta do Governo da Alemanha são fundamentais para garantir o futuro das próximas gerações”, acredita Rosa Lemos, Superintendente de Programas do Funbio.
Bons resultados na primeira fase garantem nova doação
Lançado no final de 2008, o AFCoF teve como foco em sua primeira fase a criação de um mecanismo financeiro dinâmico, capaz de catalisar ações de conservação da Mata Atlântica em escala e de dar continuidade às iniciativas. “Até outubro deste ano o fundo havia destinado cerca de 2 milhões de euros para áreas protegidas públicas e privadas, combate a incêndios florestais e projetos de uso sustentável da biodiversidade, entre outras iniciativas. A boa aplicação e uso dos recursos motivou o KfW a fazer esta nova doação”, conta a gerente do projeto no Funbio, Erika Polverari.
Grande parte dos investimentos do AFCoF nesta fase destinou-se ao fortalecimento de áreas protegidas federais e estaduais. O fundo comprou bens para 14 unidades de conservação (UCs) federais em sete estados da Mata Atlântica, 14 unidades estaduais em Minas Gerais, e também equipou UCs estaduais no Rio de Janeiro. Duas das UCs federais beneficiadas, os parques nacionais do Descobrimento (BA) e Itatiaia (RJ), receberam equipamentos especiais para o combate de incêndios florestais. O Fundo também apoiou a criação do Parque Municipal de Teresópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.
O Parque Estadual do Rio Doce (MG) foi um dos beneficiários da primeira fase do AFCoF.
Complementares aos esforços públicos de conservação da biodiversidade, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) também mereceram atenção do AFCoF. Foram destinados R$ 550 mil para o Programa de Apoio às RRPNs da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy.
Seis projetos de negócios sustentáveis em áreas prioritárias para conservação da Mata Atlântica, como o mini-corredor de biodiversidade Parque Estadual da Serra do Conduru/Boa Esperança no sul da Bahia e a Serra do Brigadeiro na Zona da Mata mineira, receberam cerca de R$ 600 mil do fundo, que financiou também atividades do Departamento de Conservação da Biodiversidade do MMA e do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.
“O prazo para execução dos recursos da segunda fase do AFCoF é de três anos. Junto com o KfW e o MMA planejamos ações mais estruturantes, de médio e longoprazo, de forma a garantir maior proteção a este bioma tão ameaçado que é a Mata Atlântica”, explica Erika Polverari.
Fotos: Arquivo Funbio / Erika Polverari e Tania Bravo.
7 de Dezembro de 2009 às 16:42
Márcia Soares
A Reserva Biológica do Tapirapé, umas da unidades de conservação integral no Pará apoiadas pelo Programa Arpa, não deixou passar em branco os vinte anos da publicação do decreto que a criou. Em um evento de dia inteiro na cidade de Marabá, no dia 28 de outubro, a equipe da Rebio – Raimundo Façanha, Patrícia Farina, Renata Vargas e Antonio Maia – comemorou com membros de seu Conselho Consultivo, analistas ambientais que já integraram a equipe, especialistas que trabalharam no Plano de Manejo feito pela Ambiental Consultoria, Deise Balensiefer da Direp/ICMBio e Lysa Ribeiro da Assessoria de Comunicação do Funbio.
Maia, Renata, Façanha e Patrícia
Dentro do espírito de colaboração que caracteriza o trabalho nas UCs do Mosaico de Carajás, a equipe da Rebio fez questão de celebrar no mesmo evento o aniversário da APA do Igarapé-Gelado e da Flona do Tapirapé-Aquiri, que também foram criadas pelo decreto de maio de 1989. Assim, estiveram presentes ainda os gestores do mosaico e integrantes da guarda florestal do Grupo Sacramenta, contratada pela Vale para garantir a proteção das unidades. As Flonas Carajás e Itacaiúnas e a TI Xicrim completam o mosaico que protege quase 1.200.000 hectares de floresta e resguarda jazidas de minério de ferro, manganês, níquel, alumínio, ouro e cobre.
Analistas ambientais, chefes de UCs, guardas florestais e outros profissionais que atuam ou já aturam no Mosaico de Carajás
Em sua fala durante o evento, Raimundo Façanha, chefe da Rebio Tapirapé há 12 anos, reconheceu a importância da guarda florestal no trabalho de proteção da UC e frisou que existência de uma unidade de proteção integral com amostras de floresta intacta numa região bastante degradada como o sudeste do Pará é um privilégio para a sociedade. Façanha destacou as atividades de educação ambiental como estratégia para fortalecer a relação Rebio com a comunidade, tendo como objetivo final seu envolvimento na proteção e gestão da UC. O Programa Arpa também foi mencionado pelo gestor: “Sem o apoio do Programa Arpa muito pouco poderia ter sido feito em atividades estruturantes, como a formação do Conselho Consultivo e a elaboração do Plano de Manejo.” concluiu Façanha.
O programa do evento contou ainda com participações de Amarílio Fernandes (chefe da Flona do Tapirapé-Aquiri), Manoel Delvo (chefe da APA do Igarapé-Gelado) e Frederico Drumond (chefe da Flona Carajás). Sandra Steinmetz da Ambiental Consultoria fez uma breve apresentação sobre o plano de manejo da Rebio - em fase de aprovação final pela diretoria do ICMBio - e Lysa Ribeiro falou sobre o Arpa e o papel do Funbio no programa.
“Aproveitamos o evento de vinte anos da Rebio Tapirapé para comemorar também nossas conquistas no processo de consolidação da UC. Agora temos que concentrar nossos esforços para implementar o plano de manejo e desenvolver os projetos de educação ambiental, de pesquisa e de agricultura sustentável no entorno, conforme o que está previsto no documento.” explica Patrícia Farina, analista ambiental da Rebio desde 2006 e coordenadora do plano de manejo.
Para ver o relato de Lysa Ribeiro sobre a visita à Rebio Tapirapé, leia a próxima notícia.
Para conhecer mais sobre as UCs do Mosaico de Carajás, clique aqui.
12 de Novembro de 2009 às 14:37
Lysandre Ribeiro
Prezad@s leitores, tomei a liberdade de escrever esse relato na primeira pessoal do singular. Atendendo ao pedido feito pela Gerência do Arpa no Funbio, Raimundo Façanha e Patrícia Farina organizaram minha visita à Reserva Biológica do Tapirapé. Essa foi minha primeira viagem à Amazônia pelo Arpa e minha primeira visita a uma UC apoiada pelo programa. Lysa Ribeiro
De Marabá a Carajás
No dia 29 de outubro, na manhã seguinte ao evento em comemoração aos 20 anos da Reserva Biológica do Tapirapé em Marabá (PA), peguei carona em um dos carros do ICMBio com analistas ambientais do Mosaico de Carajás até a floresta nacional que tem o mesmo nome. Entre eles, Edilson Esteves, um veterinário de Osasco que é chefe da Flona Itacaiúnas e edita vídeos muito bacanas sobre ações de fiscalização usando heavy metal como trilha sonora. Ele e seus colegas vão me mostrando pontos importantes do caminho como a entrada para Serra Pelada e o “monumento” com troncos queimados na beira da estrada para lembrar o famoso e triste episódio de Eldorado de Carajás. Vão me explicando como é a vida no núcleo urbano da Vale na Serra de Carajás, bem no meio da Flona Carajás.
Entrando em Parauapebas começo a sentir o “efeito Vale” na aparência e no comércio da cidade. Alguém me conta que o aluguel de uma quitinete (quarto com banheiro) na cidade chega fácil a R$ 500, 00 e chama a minha atenção para o fato de que não há sistema de esgoto na cidade. No limite entre a cidade e a entrada da Flona Carajás, a portaria enorme e bem guardada me lembra um pedágio. A estrada dentro da Flona é muito boa e a paisagem de serra é muito bonita. São 25 quilômetros até o núcleo urbano da Vale e na medida em que vamos avançando vai ficando mais fresco. Entramos na “vila” e vou logo vendo as casas. São cerca de 5 mil pessoas morando no local. As casas podem ser de dois ou três quartos, dependendo do nível do funcionário na empresa, e não têm cercas ou muros na frente. Todas têm um quintal gramado e a maioria tem árvores. Outra imagem vem à minha cabeça: aqueles bairros americanos que a gente vê nos filmes.

O ICMBio tem direito a dez casas no núcleo urbano. Como Patrícia Farina estava hospedando outras pessoas, fico na casa que a analista ambiental baiana Francileia Lobo de Souza, a Léia, está dividindo por enquanto com a paranaense Renata Vargas. Léia está na Amazônia há 3 anos e quatro meses, sendo que os últimos 4 meses trabalhando no Mosaico de Carajás. Renata chegou à Rebio Tapirapé há 4 meses.

A visita à Rebio Tapirapé
No dia 30, sexta, Renata e eu nos despertamos antes das seis para a viagem até o Posto do Bacaba na Rebio. Essa é a primeira vez que Renata vai ao posto. Na Flona, uma neblina densa baixa até o chão e me faz pensar no fog londrino, que conheço por enquanto só de nome. Renata me conta que está se preparando para o “inverno”, que é como chamam a temporada de chuva que começa no que é o verão para o resto do país. Fico achando que não vale a pena viajar com aquele tempo, mas a medida que vamos saindo de Carajás, tudo muda. O sol não chega a sair, mas já não há neblina ou garoa, e o calor só aumenta. Ainda bem que não paguei o mico de comentar com meus anfitriões que o tempo não estava para viagem…

Vou no mesmo carro que Patricia, Renata e Amarílio Fernandes, o chefe da Flona Tapirapé-Aquiri. Em outro carro seguem o chefe da Rebio Raimundo Façanha, o guarda florestal Thayronne da Paixão e o analista ambiental Sandro Roberto da Silva Pereira que trabalhou na UC entre 2002 e 2004 e atualmente chefia a APA das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná no Mato Grosso do Sul. Saindo do centro de Parauapebas pegamos uma estrada estreita de terra, com muito sobe e desce, e várias pontezinhas. Ladeando a estrada vejo muito pasto e pouco gado, alguns acampamentos de sem-terras e quase nada de mata. Uma paisagem parecida com a estrada entre Marabá e Parauapebas, com exceção é claro, do asfalto e do tamanho da pista. E do sobe desce, que faz a gente sair do banco traseiro algumas vezes. Temos rádio na maior parte do tempo e a trilha sonora é composta de bregas, sucessos do século passado (nasci em 1974!) e versões dos mesmos sucessos.


No caminho, Patricia me explica como é o trabalho da guarda florestal, que na Rebio mantém sempre dois homens num esquema de revezamento de 15 em 15 dias. Ela é fã do trabalho deles e os chama carinhosamente de seus anjos da guarda. Fico pensando como devem ter sido os primeiros meses dela, que é de Birigui (SP), vivendo e trabalhando na Amazônia. Pelo que ela conta sua experiência não está sendo muito diferente da de outros gestores com quem tive contato através do Arpa: o trabalho na Amazônia apaixona e desafia, mas cobra muito pelas condições e pelo isolamento.
Para chegar até a margem do rio Tapirapé, que depois atravessaremos de voadeira para chegar no Posto do Bacaba, passamos por uma grande fazenda. A mistura de estrada, pasto, porteira e mata, me faz lembrar umas viagens de carro à Fazenda Rio Negro, aquela da Conservação Internacional, no Pantanal sul-mato-grossense. Já na margem, as sirenes dos carros são ligadas para avisar que chegamos. Um florestal vem nos buscar com uma voadeira e a visão do posto na barranca do Tapirapé é para mim simplesmente linda. Com o calor, a escadaria me deixa meio zonza, mas logo estou na varanda da base, que foi construída com recursos da Vale em 2004 e reformada em 2007 pelo Arpa.


Façanha e Patricia fazem as honras da casa e me mostram as instalações. São quatro quartos, três banheiros, copa, cozinha, sala do rádio e uma boa sala, onde mais tarde eu assistiria ao Jornal Nacional e à novela das oito com o pessoal, graças ao gerador. Em seguida o almoço é preparado e servido pelos florestais, que além de “selva” são ótimos cozinheiros. Caio dentro do frango com molho, arroz, feijão e arremato com a farinha amarela.
Depois de descansar um pouco é hora fazer a trilha atrás da casa. Amarílio e o guarda Thayronne vão abrindo o caminho, seguidos por Renata, Sandro e por mim. As castanheiras que vi nos pastos têm um aspecto diferente das que vejo nas matas. Amarílio me conta que a lei do Pará proíbe o seu corte. Durante a caminhada, converso mais com Sandro. Ele participou do comecinho do Arpa, quando preencheu as planilhas em Excel pré-Cérebro (que o pessoal do Funbio nunca esquece!), e chegou a ir ao encontro do programa realizado em 2007 em Belém. Além de muitas borboletas, não vimos nada de bicho até a volta, quando avistamos um grupo de macacos prego no topo das árvores. Eles também nos viram e depois de uns minutinhos de observação mútua, nós resolvemos seguir para não levar os “presentinhos” que eles costumam jogar na cabeça de quem passa.


De volta ao posto, nos dedicamos a catar carrapatos. Papo vai, papo vem, já era hora de jantar um peixe delicioso. Depois da novela e do jornal, gerador desligado, os barulhos da floresta preenchem a casa. Durmo rápido e bem, pensando que dei sorte de ter tanto conforto em minha primeira viagem à Amazônia.
No dia seguinte, saímos de barco antes de almoçar. Renata, Patrícia, Sandro, Thayronne e eu descemos o Tapirapé e passamos depois para o rio Itacaiúnas, que me pareceu ser mais largo. Vemos algumas aves, principalmente a cigana, um e outro tracajá, e tenho quase certeza que avistei um jabuti num tronco caído às margens do Itacaiúnas. Patricia me conta que quando os rios sobem dá para chegar no Bacaba de barco e me conta que a primeira vez que viu a água subindo ficou maravilhada. Começamos a voltar com alguns pingos de chuva, mas no posto já não cai nada. É impressionante como o céu muda de repente.
O guarda florestal Thayronne
Patrícia Farina
Sandro Pereira e Renata Vargas
Depois de almoçar, deixamos o Bacaba. Agradeço ao Façanha pela oportunidade de conhecer o Bacaba e percebo no jeitão de poucas palavras dele que lhe dá muito orgulho cuidar de toda aquela beleza. Durante a viagem de volta, fixo a impressão de que tem muita pastagem prá pouco boi e chego à conclusão de que os latifúndios e os acampamentos dos sem-terra na Amazônia ilustram a desigualdade social e econômica no nosso país tão bem quanto o contraste entre o asfalto e a favela do meu Rio de Janeiro.
De Carajás ao Rio
Retorno à casa de Léia e Renata. Para retribuir a hospedagem, cozinho para elas. Vou dormir cedo e às seis da manhã Patricia vem me buscar. Ela também dá carona para Sandro e para Cecília Cordeiro de Jesus, analista ambiental que também já trabalhou no mosaico e viajava com os dois filhos. Ela ainda conserva amizades que fez no núcleo urbano da Vale. Em Parauapebas, a família toma logo o micro-ônibus para Marabá e eu espero um pouco com Sandro. Já em Marabá, almoçamos na orla e depois amargamos uma longa espera pelo vôo para Brasília no aeroporto. Muita água e picolés de açaí nessa hora! Chego no Rio quase onze da noite, converso com o taxista sobre as últimas da cidade e entrando em casa percebo que o Rio não fica atrás da Amazônia em termos de calor. Menos mal que temos a praia! :0)
às 14:25
Lysandre Ribeiro
Lançado em maio de 2009, o Fundo Juruti Sustentável, fruto da parceria entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Alcoa, encerrou em outubro a segunda etapa do processo de seleção de projetos a serem apoiados pelo Edital 01/2009. Das 67 cartas consulta recebidas na primeira etapa da seleção, 41 se transformaram em projetos apresentados ao Fundo no final do mês de agosto.
Um dos diferenciais deste edital foi o apoio fornecido pelo Fundo para o processo de construção dos projetos. O edital disponibilizou R$ 500,00 para vinte organizações do meio rural para cobertura de despesas como cópias de documentos e emissão de certidões. Além disso, todas as organizações pré-selecionadas participaram de uma oficina de elaboração de projetos, realizada em Juruti no mês de julho. O prazo final para entrega dos projetos encerrou no dia 31 de agosto e apenas uma das organizações não apresentou projeto.
Representantes das organizações que receberam apoio financeiro do Edital 01/2009 para elaboração de seus projetos.
No mês de setembro, os projetos foram submetidos à Câmara Técnica formada por representantes do Museu Emílio Goeldi, Instituto de Desenvolvimento de Florestas do Estado do Pará, Ministério do Meio Ambiente e Funbio. Após a análise e recomendações da Câmara Técnica, os projetos foram julgados e selecionados pelo Conselho do Fundo Juruti Sustentável, nos dias 6, 7 e 8 de outubro, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, em Juruti, que gentilmente cedeu o espaço para o evento. Participaram do julgamento representantes da Prefeitura Municipal de Juruti (PMJ), Associação de Mulheres Trabalhadoras de Juruti (AMTJU), Pastoral da Criança, Movimento 100% Juruti, Associação Comercial de Juruti, Alcoa, Banpará, Hotel Garcia e Colônia de Pescadores Z-42.
Os projetos selecionados foram então enviados a Alcoa que, no papel de doador, concedeu sua não objeção. Ao todo, 18 projetos foram selecionados para a próxima etapa: 10 projetos de organizações de Tipo 1 (organizações com atuação reconhecida, mas que ainda não estão formalmente constituídas) e 08 de organizações de Tipo 2 (organizações legalmente constituídas).
“Pelo que pudemos observar com o Edital 01/2009 do Fundo Juruti Sustentável, a principal preocupação das organizações de Juruti é com alternativas para geração de renda, com foco na produção familiar como a criação de peixes, horticultura, artesanato e confecção de roupas. O resultado do julgamento de projetos evidencia que essa é uma preocupação também da sociedade local, que representada no Conselho do Fundo, aprovou mais de 70% dos projetos enquadrados nessa linha temática.”, comenta Guilherme Figueiredo, coordenador do Fundo Juruti Sustentável no Funbio.
Os proponentes aprovados na segunda etapa têm até meados de novembro para atender recomendações e condicionantes apresentadas pelo Conselho do Fundo. Também deverão apresentar os documentos necessários para a assinatura dos contratos. A última etapa de seleção é a participação na oficina de execução de projetos, prevista para o mês de dezembro. A previsão para início dos projetos contratados é janeiro de 2010.
Confira os projetos selecionados na segunda etapa do Edital 01/2009 do Fundo Juruti Sustentável.
PROJETOS SELECIONADOS - INSTITUIÇÕES TIPO 1
Apoio até R$ 10 mil
Classificação - Organização - Projeto
1 - APROFASP - Projeto Cheiro Verde
2 - Assoc. Produtores Rurais de São José - Projeto de Apoio aos Avicultores da Comunidade de São José do Curumucuri
3 - CTPJ - Projeto Estruturação e Adequação de Casa de Farinha
4 - Assoc. dos Produtores da Comunidade de Araçá Preto - Projeto de Apoio aos Produtores de Hortaliças Orgânicas da Comunidade de Araçá-Preto
5 - APROSEIS - Criação de Tambaqui em Tanques-rede
6 - Pastoral da Criança - Viva Vida - Corte, costura e fabricação de redes
7 - Assoc. dos Produtores da Comunidade de São Braz - Projeto de Criação de Abelhas Nativas da comunidade de São Brás
8 - Núcleo de Mulheres do Castanhal - Transformando Linhas em Idéias Concretas
9 - Associação dos Pequenos Produtores Rurais de São Pedro - Projeto de Geração de renda para a produção Familiar Rural através da criação de galinha poedeira da comunidade de São Pedro
10 - Comunidade de São Benedito - Projeto Amarrando Sonhos
PROJETOS SELECIONADOS - INSTITUIÇÕES TIPO 2
Apoio até R$ 50 mil
Classificação - Organização - Projeto
1 - MOPEBAM - Acordo de Pesca Lago Grande e Curuai
2 - Associação Brasileira para a Conservação das Tartarugas Puxirum dos Curumins - I Encontro do Clubinho da Tartaruga
3 - APRAPAEB - Projeto Juruti Pescados
4 - APRAPAEVID - Pesca Milagrosa - Criação de Tambaqui em Tanques-Rede
5 - ACEJ - Programa 5S - Juruti
6 - Associação comunitária dos moradores do Bairro Santa Rita - Da rua à Cultura
7 - Associação Beneficente Promocional Bom Samaritano - Projeto Construindo e Alimentando com Qualidade
8 - Associação dos Artesãos de Juruti - Projeto Tucumã
3 de Novembro de 2009 às 17:06
Lysandre Ribeiro
Está aberto o processo seletivo para contratação de serviço de consultoria para revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (RJ). Os interessados deverão solicitar documentação do processo até o dia
17 de outubro, através do email
josemauro@funbio.org.br. Esta contratação está dentro do escopo do Termo de Cooperação Técnica assinado entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, para gestão dos recursos do Projeto-Piloto do Fundo da Mata Atlântica.
A APA de Tamoios, localizada na Baía da Ilha Grande, foi criada em 1982 com o objetivo de assegurar a proteção do ambiente natural, das paisagens de grande beleza cênica e dos sistemas geo-hidrológicos da região. O local abriga espécies biológicas raras e ameaçadas de extinção, bem como comunidades caiçaras integradas naqueles ecossistemas.
13 de Outubro de 2009 às 17:27
Márcia Soares
O relógio não para, o tempo está passando… E o Funbio apoia a Campanha Tic tac tic tac
A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês) é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para que os governos se posicionem e estabeleçam metas ambiciosas e justas em prol de decisões concretas para combater as causas das mudanças climáticas e amenizar seus efeitos.
O objetivo é consolidar uma série de ações em diversos países, que culminarão em uma plataforma de orientações e reivindicações a ser apresentada durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. A campanha mundial GCCA está sendo implementada com prioridade em alguns países importantes para o êxito das negociações, ou seja, para que tais países tenham posições e compromissos mais efetivos e adequados para salvar o planeta da catástrofe climática. A lista desses países inclui Brasil, Japão, Canadá e Polônia (que preside o processo de preparação da COP antes de Copenhague).
Abaixo assinado
Acorda! Chegou a hora de salvar nosso futuro, e sua assinatura faz muita diferença. Ainda é tempo de evitar o pior, mas é preciso agir imediatamente! A transição para uma economia de baixo carbono pode trazer grandes benefícios, mas isso depende de como agirmos agora. Acesse www.tictactictac.org.br e faça parte desta campanha.
7 de Outubro de 2009 às 13:37
Márcia Soares
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