6 Jun, 2008
Fundos ambientais se posicionam na COP9
Já nos eventos paralelos, um dos momentos mais importantes para os fundos ambientais foi a apresentação do estudo Rapid Review of Conservation Trust Funds. O estudo sistematiza as características de quase 50 fundos ambientais em todo o mundo, focando aspectos como planejamento estratégico, custos administrativos, financiamento de áreas protegidas, monitoramento, governança, entre outros.
O evento na COP9 foi apresentado pelo consultor Barry Spergel, que conduziu o estudo juntamente com outro consultor, Philippe Taïeb. Spergel apresentou as principais conclusões do estudo, que servem como referência para interessados em trabalhar com os fundos ambientais, bem como para novos fundos. Ele destacou o fato dos fundos ambientais terem passado a operar como fundos “guarda-chuva”, gerindo diferentes fundos para diferentes propósitos. Outro ponto comum entre os fundos é a tendência à diversificação de fontes de recursos, antes mais concentradas no GEF e governos e atualmente incluindo o setor privado. Um aspecto interessante foi o fato de que nos países onde há fundos ambientais atuando, o orçamento público para a conservação aumentou.
Após a exposição do consultor, formou-se uma mesa redonda composta por Yoko Watanabe, representante do GEF, Marie de Longchamp, do WWF e Jorgen Thomsen, da Conservation International (CI). A mesa foi mediada por Pedro Leitão, como atual presidente da RedLAC. Yoko destacou a importância dos fundos para o GEF, que financiou a criação de 26 fundos em todo o mundo e financia atualmente mais de 340 áreas protegidas através destes fundos. Ela chamou a atenção para o desafio que os fundos ainda têm em monitorar seus impactos na biodiversidade e apresentar estas informações de forma agregada.
A representante do WWF ressaltou a importância de apoiar os fundos, especialmente na gestão de áreas protegidas e no papel de intermediários de pagamentos por serviços ambientais, que ela vê como um papel futuro para os fundos. Já Jorgen, da CI, salientou aspectos que não viu refletido no estudo, como lições práticas em capacitação e treinamento para investimentos.
Outro evento paralelo, este promovido pela própria RedLAC, apresentou os resultados da oficina promovida pela rede sobre Medição de Impactos dos Fundos Ambientais na Biodiversidade. O documento, ainda em processo de finalização, contextualizou a complexidade de monitorar este tipo de indicadores e expôs algumas experiências já em curso em alguns fundos da América Latina e Caribe.
O Sumário Executivo do Rapid Review e o documento sobre indicadores de impacto estão disponíveis no site da RedLAC.




