22 de maio: Mundo celebra a biodiversidade

Ano Intenacional da Biodiversidade - Logo do Ano Internacional da Biodiversidade
No Brasil, Rede Virtual e 15 jardins zoológicos puxam as festividades

Para essa turminha, conhecer a diversidade da vida, ou biodiversidade, é também divertido: As crianças que chegam ao Zoo são convidadas a fazer e se transformar na biodiversidade brasileira. Capivaras, onças, lobos-guarás, saguis, tamanduás, quatis, urubus-reis, papagaios, gaviões reais e corujas. Vestidinhas com máscaras dos bichos de nossa fauna, que elas mesmas montaram, elas aprendem sobre seus hábitos, curiosidades e desafios para a conservação. No dia 22 de maio, sábado, essa cena se repetirá em 15 jardins zoológicos espalhados pelo Brasil e no jardim botânico de Manaus com cerca de 20 mil crianças. As máscaras são do livro “Máscaras da fauna brasileira – Faces para o ensino e divulgação da ecologia, etologia, zoologia e educação ambiental” de autoria de Daniele Cristina de Souza e Antônio Fernandes Nascimento Júnior, ainda inédito.

Na Avenida Paulista, em São Paulo, haverá caminhada pela biodiversidade e pelo clima no Parque Trianon. As pessoas que passarão pela calçada em frente ao MASP no sábado de manhã serão convidadas de forma criativa a uma aventura na floresta, que está logo ali, no Parque Trianon, onde obras de arte e espécies da Mata Atlântica encantarão a todos.

Em Padre Bernardo, Goiás, as mulheres do grupo Sabor do Cerrado guiam convidados pelo Cerrado, e ensinam como fazer a biodiversidade virar quitutes deliciosos.

Em comemoração ao Dia da Biodiversidade e do Dia da Mata Atlântica, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e a Rede de ONGs da Mata Atlântica, e com apoio da GTZ e KfW, está organizando em São Paulo, SP, o “Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica” para comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica e o Dia Internacional da Biodiversidade.

E não pára por aí: na Internet, a Rede Dia da Biodiversidade 2010 (www.diadabiodiversidade.ning.com) reúne os internautas que pretendem celebrar a biodiversidade das mais variadas formas, do plantio de mudas a rodas de histórias com estudantes, de eventos acadêmicos a manifestações.

Em um país tão complexo e de grande porte como o Brasil, qualquer estratégia para celebrar o Dia da Biodiversidade teria de ser distribuída pelos diferentes biomas, envolver diversos setores da sociedade e ser vista por milhões de pessoas. A estratégia adotada combina eventos educativos e culturais que valorizam a importância da biodiversidade, onde pode ser vista (jardins zoológicos, jardins botânicos e parques) e Internet (tecnologias interativas de ferramentas da Web 2.0, como redes sociais e blogs), chamando a atenção da mídia e, espera-se, TV e rádio. A promoção é uma parceria do Ministério do Meio Ambiente, GTZ, KfW, governo alemão, Revista Geo Brasil, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, WWF-Brasil, Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN, e Sociedade Zoológica Brasileira, com a participação importante de 15 jardins zoológicos brasileiros, Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus e Movimento Aquecimento Global I Care.

Brasil: Mega e diverso

Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil representam quase a metade da América do Sul, abrangem uma das maiores regiões tropicais costeiras do mundo, e seis biomas: florestas tropicais úmidas predominam nos biomas Amazônia e Mata Atlântica; floresta seca é a vegetação original na maioria do bioma Caatinga; savanas cobriam a maior parte do bioma Cerrado; as maiores áreas úmidas do mundo estão no bioma Pantanal; e pradarias predominam na região mais meridional do Brasil, no bioma Pampa. Em cada um desses biomas, o Brasil conta com índices recordes no número de espécies. Estima-se que mais de 20% das espécies do mundo ocorrem no Brasil.

Infelizmente, muitas das espécies nativas do Brasil estão ameaçadas pela expansão da agricultura e pastagens. Várias medidas foram tomadas para reduzir a taxa de perda de biodiversidade no país, inclusive uma expansão recorde do sistema de áreas protegidas pelo governo federal e governos estaduais, com apoio de ONGs, fundos e governos internacionais, como do governo da Alemanha. Os resultados podem ser vistos, por exemplo, na grande redução da taxa de desmatamento na Amazônia. No entanto, cerca de 190 milhões de pessoas buscam melhoria das condições socioeconômicas e o país enfrenta o desafio de promover o desenvolvimento, mantendo (e sabendo aproveitar) a imensa riqueza biológica e a riqueza associada a culturas e modos de vida tradicionais: a sociodiversidade.

As maiores taxas de desmatamento ocorrem na Amazônia e no Cerrado, onde o conflito entre desenvolvimento e conservação é mais sentido, e onde soluções criativas, que envolvem conhecimentos tradicionais e biodiversidade, são mais comuns. No entanto, a maioria dos brasileiros vive em áreas urbanas localizadas no bioma Mata Atlântica, onde restam apenas fragmentos ameaçados da floresta.

O Ano Internacional da Biodiversidade: muito a ser feito ainda

2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e é também o ano em que vence uma das principais metas da Convenção da Diversidade Biológica, assinada na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), de reduzir, significativamente, a extinção das espécies. A mesma meta existe no âmbito dos Objetivos do Milênio. O Brasil fez, nos últimos anos, avanços significativos quanto à conservação da natureza, mas a perda da biodiversidade continua e essa riqueza continua pouco aproveitada pelo país. Este é o ano de fazer uma avaliação sobre o sucesso das políticas de conservação, uso sustentável e geração e distribuição dos benefícios da biodiversidade, no Brasil e no mundo, e educar a sociedade sobre o valor da biodiversidade.

Serviço

Dia da Biodiversidade no Zoo - 22 de maio em 15 Zoológicos brasileiros. Veja a lista: Zoológico de Bauru – SP, Zoológico de Brasília – DF, Zoológico Tropical Hotel de Manaus – AM, Zoológico de Ilha Solteira - SP, Zoológico de São Bernardo do Campo - SP, Zoológico de Belo Horizonte – MG, Zoológico de Porto Alegre – RS, Parque Cyro Gevaerd / Zoo de Balneário Camboriu – SC, Zoológico de Curitiba – PR, Parque Zoológico Mangal das Garças – PA, Gramado – RS, Zoológico de João Pessoa – PB, Zoológico de Recife – PB, Parque Ambiental Chico Mendes – ACRE e Zoológico de São Carlos – SP. Confira a programação em cada zoo. As atividades podem ocorrer só no dia 22, ou se prolongar por mais dias. Alguns zoos estão abrindo para escolas. Outros estão adicionando atividades culturais. Além dessas atividades, o Zoológico de Brasília e o Zoológico de Frankfurt/Main, Alemanha, aproveitam o grande dia da Biodiversidade para estreitar sua cooperação: os diretores dos dois zoos assinarão um termo de parceria promovendo o intercambio científico e em educação ambiental para a conservação da biodiversidade.

Qual a biodiversidade do Jardim Botânico de Manaus? O Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus realizará no dia 22 de maio uma mostra da biodiversidade encontrada na Reserva Ducke. Além das máscaras, haverá uma diversidade de pesquisadores, incluindo especialistas em formigas, sapos, pássaros, borboletas, outros invertebrados, lagartos, plantas, peixes e invertebrados aquáticos, mamíferos, etc.
Biodiversidade na Paulista - Movimento Aquecimento Global I Care - 22 de maio - São Paulo.
Manifestação na Av. Paulista, em frente ao MASP, com passeio pelo Parque Trianon, das 10 às 13hs.

Evento Eco-Gastrômico no Cerrado - Dia 22 de maio - Padre Bernardo (GO) - 80 km de Brasília. Passeio no Cerrado, preparação de alimentos e degustação com o grupo Sabor do Cerrado. Vagas limitadas.

Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica dia 22 de maio de 2010, no Auditório do Museu Afro Brasil, Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera em São Paulo, SP. O Seminário será aberto pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Informações

- Andreas Gettkant (GTZ) - Tel: 61 2028-2150 ou 2148 e E-mail: andreas.gettkant@gtz.de
- Ronaldo Weigand Jr. (consultor) – Tel: 61 8166-6074 e E-mail: ronaldo@naveterra.net
- Editora Escala - Julia Furquim - Tel.: 11 3855-2126 e E-mail: julia.furquim@escala.com.br
- www.diadabiodiversidade.ning.com

Adicionar comentário 19 de Maio de 2010 às 14:55 Márcia Soares

Sociedade civil cobra do governo a regulamentação da política de clima no Brasil

Seminário dia 5 de maio, no Interlegis, em Brasília, discutirá como tirar do impasse a legislação do clima prometida pelo governo ano passado.

São Paulo – As 36 organizações da sociedade civil que fazem parte do Observatório do Clima (OC) querem que o governo cumpra a promessa de regulamentar a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), sancionada pelo presidente Lula em dezembro do ano passado. Conforme o anúncio, a regulamentação seria realizada por grupos de trabalho específicos, com ampla participação da sociedade civil, e concluída em 90 dias.

“Estamos em maio e até agora o governo não deu nem sinal de como pretende agir em relação à política de clima”, disse André Ferretti, coordenador do OC. Com apoio da Frente Parlamentar Ambientalista e do Interlegis, as ONGs que formam a coalizão pelo clima realizam no dia 5 de maio em Brasília o seminário: A Política do Clima no Brasil. O objetivo é discutir formas de ajudar o governo a tirar do papel o conjunto de leis anunciado às vésperas da COP 15. As ONGs também querem que o governo se manifeste sobre a revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas e o Fundo Nacional sobre Mudança no Clima.

Estão confirmadas no seminário as participações de representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e da Casa Civil, além de deputados e senadores.

No encontro, o Observatório do Clima começará a colher sugestões de vários especialistas e organizações da sociedade para o processo de implementação da política nacional de clima. Um documento completo com as contribuições da sociedade será entregue ao governo no segundo semestre deste ano. Um dos pontos considerados fundamentais é o compromisso voluntário do Brasil de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9% em relação às emissões projetadas para 2020.

“O que preocupa é que muitas políticas setoriais do governo apontam para direções contrárias às metas anunciadas pelo presidente Lula. É o caso de algumas obras do PAC e da forte pressão pela construção de grandes usinas na Amazônia, como Belo Monte”, afirma André Ferretti, coordenador do OC. Segundo ele, o governo precisa deixar claro como a política do clima está sendo tratada internamente e quais os recursos destinados sua à implementação. “A sociedade quer o dialogar, contribuir e saber o que o governo pretende fazer”, diz Ferretti.

ONGS que integram o Observatório do Clima

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira;
Amigos da Terra - Núcleo Amigos da Terra – Brasil;
ANAMA - Ação Nascente Maquiné;
APREC Ecossistemas Costeiros;
APREMAVI - Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida;
COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira;
Comissão Pastoral da Terra - Regional Amazonas;
Conservação Internacional Brasil;
FBDS - Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável;
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza;
Fundação SOS Mata Atlântica;
GERMEN - Grupo de Recomposição Ambiental;
Greenpeace Brasil;
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico;
GVces - Centro de Estudos em Sustentabilidade;
IBio - Instituto BioAtlântica;
ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade;
ICV - Instituto Centro de Vida;
IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas;
IESB - Instituto de Estudos Sócio-Ambientais do Sul da Bahia;
IIEB - Instituto Internacional de Educação do Brasil;
IMAZON - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia;
Instituto Ecoar para Cidadania;
Instituto Ecológica;
Instituto Pró-Natura - Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estudos Ambientais;
Instituto Pro-Sustentabilidade;
ISA - Instituto Socioambiental;
IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia;
IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas;
Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais;
SBDIMA - Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente;
SNE - Sociedade Nordestina de Ecologia;
SOS AMazonia;
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental;
The Nature Conservancy;
WWF Brasil.

Adicionar comentário 4 de Maio de 2010 às 10:23 Márcia Soares

Funbio e Arapyaú promovem evento sobre o setor energético e a transição para uma economia de baixo carbono

Como criar bases tecnológicas, financeiras, políticas e socioambientais para o setor energético, para estimular uma economia de baixo carbono? Esta é foi a questão central do seminário promovido pelo Funbio e pelo Instituto Arapyaú no último dia 4 de março, no Rio de Janeiro.

marina energia - marina energia
Rio de Janeiro, 08 de março de 2010 – Realizado no dia 4 de março, o seminário “O setor energético e a transição para a economia de baixo carbono” levantou o debate sobre a matriz energética brasileira e a visão de um Brasil sustentável, assunto investigado pelo Funbio dentro do programa FOCUS | Visão Brasil. O evento foi mais uma edição programa Diálogos Sustentáveis, que desta vez contou com a parceria do Instituto Arapyaú de Educação e Desenvolvimento Sustentável e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

O economista e professor da USP, José Eli da Veiga, abriu a discussão ressaltando que temos 20 anos até que a questão energética do país se torne um problema grave de fato. “Se não cuidarmos disso agora, teremos que nos debruçar sobre o balcão de tecnologias usadas por outros países”, frisou. Para ele o Brasil é um exemplo ruim de eficiência energética, e precisa entender que há mais oportunidades do que sacrifícios no setor. “Os países escandinavos migraram para uma economia de baixo carbono antes mesmo de a questão do clima estar no topo da agenda internacional. Eles dependiam 100% do petróleo, e com a crise dos anos 70 tiveram que buscar fontes alternativas de energia. Os empresários de lá perceberam que a transição para uma economia de baixo carbono não era sacrifício, mas uma fonte para novos negócios”, disse. Em sua avaliação, entretanto, ainda estamos muito atrasados.

Maurício Tolmasquim (EPE) - Maurício Tolmasquim, da EPE, defendeu as hidrelétricas.
Já Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), entidade ligada ao Ministério de Minas e Energia, vê a questão por um ângulo diferente. “Temos consciência de que é necessário investir em eficiência energética, mas ainda optamos por investir em hidrelétricas, por oferecer um preço mais barato aos consumidores e ser uma energia limpa”, disse. Tolmasquim ressaltou que não é o setor de energia a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. “No mundo, quase 60% das emissões se devem ao setor energético, mas aqui apenas 14% advêm do setor”, disse. “Não devemos abrir mão dos recursos hidrelétricos”.

Ricardo Baitelo, do Greenpeace, defendeu a diversificação de fontes.Ricardo Baitelo, do Greenpeace, criticou a prevalência da energia hidrelétrica em nossa matriz energética. ”Não é uma opção socialmente justa, pois gera grande impacto ambiental. Podemos ter um sistema energético inteligente para o país, que busque várias fontes de energia”, disse.

Na mesa sobre oportunidades para a indústria, Beatriz Espinosa, Gerente Geral de Eficiência Energética e Mudança Climática da Petrobras, Katsuo Dias Homma, Coordenador Executivo do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale e Otávio Lobão Vianna, Chefe do Departamento de Operações de Meio Ambiente BNDES, deixaram claro que o investimento em pesquisa e desenvolvimento ainda precisa de mais estímulos. Mas o sistema financeiro precisa ajudar.

Para Vianna, do BNDES, só é possível crescer numa economia de baixo carbono com um sistema de taxas sobre emissões de gases de efeito estufa. “Apenas 30% das empresas pertencentes ao IBRx50 (referencial para investidores da Bovespa) reportam suas emissões”.

Um novo paradigma, mais ético

Eduardo Giannetti e Sérgio Besserman - Eduardo Giannetti e Sérgio Besserman: por uma nova economia.
Giannetti e Besserman defendem uma nova lógica na economia.A mesa de encerramento do evento contou com a participação do economista e professor do Insper/SP, Eduardo Gianetti, com o Presidente do Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e professor do departamento de economia da PUC-RJ, Sérgio Besserman, e com a senadora e candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva.

O tom do bate-papo mostrou que só uma mudança de paradigma em nossa economia e na visão de mundo que hoje a sociedade tem poderá levar a humanidade a um futuro mais sustentável. E a transição para uma economia de baixo carbono é uma resposta a este desafio.

Segundo o escritor e economista Eduardo Giannetti, a mudança de paradigma econômico teria que passar por uma mudança na forma de precificação das coisas, o que está ligado a uma mudança de comportamento da sociedade. “Hoje, fazer uma geradora de eletricidade à base de energia solar custa 15 centavos de dólar por kilowatt/hora, enquanto que uma à base de carvão, custará 3 a 4 centavos, muito mais barato. A emissão de CO2 produzida não está sendo contabilizada”, explicou.

“Da mesma forma, quando pego um avião para ir de São Paulo ao Rio, ou a qualquer outro lugar, não está embutido no preço da passagem a emissão de CO2 que esta viagem causou à atmosfera. Os preços refletem uma visão monetária apenas, mas são cegos para os impactos ambientais”, destacou Giannetti.

Segundo Besserman, são os economistas tradicionais, que não levam em conta o fator ambiental e social na conta, os que estão encarando a crise econômica que em 2008 levou á falência grandes e poderosas instituições. “Só poderemos dizer que saímos da crise econômica quando houver recuperação da taxa de investimento, e que ela seja sustentada.”

Para a senadora Marina Silva, é hora de se pensar numa mudança ética. “Não está em discussão o que a sociedade quer manter a qualidade de vida. Marina relatou que uma pesquisa recente mostrou que em Los Angeles, nos EUA, de cada cinco jovens, três tinham problemas de ansiedade associada ao adiamento do prazer (não poder comprar o que quer na hora que quer) e ao peso da responsabilidade (trabalhar duro para poder comprar, comprar, comprar). “Este afã de consumir é o que torna a humanidade tão depredadora. E tudo consome energia em sua produção”, destacou.

A matriz energética brasileira

Apesar de a matriz energética brasileira ser uma das mais limpas do mundo, há necessidade de uma reflexão sobre o papel do setor no futuro, num momento onde as preocupações com a segurança energética e as mudanças climáticas são cada vez maiores. Mais de 45% de toda a energia consumida no país provém de fontes renováveis, enquanto que a média nos países desenvolvidos é de 10%. Como o Brasil pode aproveitar sua vantagem competitiva, num contexto onde países buscam cada vez mais desenvolver iniciativas para reduzir suas emissões de gases geradores do efeito estufa (GEEs)?

Os resultados do evento e dos estudos do FOCUS serão disponibilizados na Internet e visam apoiar a qualificação sobre o planejamento do setor de energia, fortalecendo a inclusão da variável socioambiental dentro de um tema tão relevante para o país. Acompanhe as discussões em twitter.com/focusbrasil.

Fotos: Funbio / Andre Pinnola

Adicionar comentário 16 de Março de 2010 às 17:49 Márcia Soares

Selecionada empresa que revisará o plano de manejo da APA Tamoios.

A empresa vencedora do processo de contratação de Pessoa Jurídica para elaboração da revisão do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Tamoios foi a Ambiental Consulting. A Seleção se baseou no método de qualidade e preço e faz parte das atividades do Fundo da Mata Atlântica do Rio de Janeiro (FMA/RJ).

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) define APA (Área de Proteção Ambiental) como uma área geralmente extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e [que] tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

A APA Tamoios, localizada no município de Angra dos Reis, é formada por costões rochosos, remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas e manguezais, que, em conjunto com o mar, compõem cenário de notável beleza. Comunidades vivem da pesca e do turismo dentro dos limites da APA. A mata encontra-se bastante preservada nas ilhas, apesar da ocupação muito antiga por caiçaras e, recentemente, turistas e novos moradores.

A revisão de seu plano de manejo é fundamental para o alinhamento dos Planos Diretores do Município de Angra dos Reis e da APA Tamoios e do Plano de Manejo do Parque Estadual da Ilha grande.

Adicionar comentário 12 de Janeiro de 2010 às 17:08 Márcia Soares

Biodiversidade: risco ou oportunidade para as empresas?

Por Daniela Lerda*

Durante a semana de 30 de novembro a 4 dezembro, mais de 200 representantes de empresas, ONGs, agências de fomento e governos participaram da Terceira Reunião sobre o Desafio 2010 para a Biodiversidade e o Setor Privado. Organizada pelo programa Nacional das Nações Unidas e pelo secretariado da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), a reunião aconteceu em Jacarta, na Indonésia, com o objetivo de promover a discussão sobre a participação do setor privado na conservação da biodiversidade. Além disso, serviu para compartilhar experiências entre diferentes grupos de interesse e encaminhar recomendações e propostas para a próxima Conferência das Partes da CDB (COP-10), que acontecerá em Outubro de 2010, no Japão.

A apresentação do novo relatório sobre “A Economia de Ecossistemas e da Biodiversidade” (TEEB, por sua sigla em inglês) conduzido por um grupo de economistas e outros especialistas do tema, pautou a discussão da reunião, alertando autoridades, empresas e outros atores da sociedade a acelerar e ampliar os investimentos na gestão e restauração de ecossistemas. “As principais oportunidades de retorno financeiro nos próximos 10 anos estarão vinculadas ao capital natural. A redução de emissões por desmatamento evitado (REDD - Reducing Emissions from Deforestation and Degradation) pode representar um mercado de ate $100 bilhões de dólares. A restauração de ecossistemas pode ser a principal solução para as adaptações que serão necessárias por conta das mudanças climáticas e seu impacto na segurança alimentar, desastres naturais e na disponibilidade de água – o que representa um enorme potencial de geração de emprego e renda. O setor privado pode e deve atuar nesse Mercado”, comentou Pavan Sukhdev, líder do estudo. A participação do setor privado na restauração de ecossistemas degradados representa um grande mercado ainda pouco explorado por empresas interessadas em compensar seus impactos.

O evento contou com a participação das principais organizações que desenvolvem parcerias com empresas para medir seu grau de dependência e impacto na biodiversidade e nos ecossistemas. Das iniciativas apresentadas, algumas focaram a avaliação de desempenho de empresas através de índices como o Global Reporting Initiative (GRI) e Valor Natural (Natural Value Initiative - NVI) que buscam apresentar o nivel de gestão ou dependência de diferentes setores (como bebidas, alimentos, e tabaco) sob a biodiversidade e ecossistemas.

Uma das principais conclusões da reunião é que apesar de haver uma tendência de crescimento nos portfolios de investimentos socioambientalmente responsáveis por parte do setor privado, a incorporação da variável ambiental nas análises de risco para a concessão de credito ou de investimentos é ainda incipiente no mercado financeiro. Reportar ao mercado financeiro os riscos relacionados à ausência de planejamento em sua carteira de investimentos sobre o aspecto socioambiental é crucial para a inclusão desse setor nessa agenda.

Outras iniciativas discutidas foram os avanços de certificação como no caso do selo Forest Stewardship Council (FSC), e a iniciativa brasileira LIFE, que apresenta uma metodologia agregada para reconhecer medidas adicionais de empresas em termos da sua responsabilidade ambiental. Metodologias de compensação de impactos também foram apresentadas, como no caso do Programa para Empresas de Compensações para a Biodiversidade (BBOP, por sua sigla em inglês) e a Revisão Empresarial de Serviços Ecossistêmicos, metodologia que permite às empresas desenvolver estratégias de gestão de riscos e de oportunidades de negócio provenientes da sua dependência de ecossistemas saudáveis.

O Brasil, representado pelo Ministério do Meio Ambiente, apresentou uma proposta conjunta com os governos da Alemanha e Japão, para a criação de um ambiente favorável a participação do setor privado na Convenção. A ideia da proposta é buscar diferentes formas de participação do setor na conservação da biodiversidade – seja através de processos de certificação voluntarias, ou medidas de adequação a um marco regulatório. A reunião concluiu com dois grandes resultados: a Carta de Jacarta, desenvolvida pelos participantes que pauta uma declaração sobre o Setor Privado e a Biodiversidade, e a construção de recomendações para fomentar a estratégia 2020 para o setor privado e a biodiversidade. Esses documentos (disponíveis no site da Convenção) servirão para orientar as decisões tomadas durante a próxima COP.

Para mais informações, visitar http://www.cbd.int/business

* Daniela Lerda é coordenadora da Unidade de Projetos Estratégicos do Funbio e participou da reunião de Jacarta como representante do Funbio.

Adicionar comentário 8 de Janeiro de 2010 às 17:04 Daniela Lerda

Primeiro edital do Fundo Juruti Sustentável vai apoiar 21 projetos em 2010

Lançado em maio de 2009, o Fundo Piloto Juruti Sustentável, fruto da parceria entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Alcoa, encerrou na primeira quinzena de dezembro a terceira e última etapa do processo de seleção de projetos a serem apoiados pelo Edital 01/2009. Das 67 cartas consulta recebidas na primeira etapa da seleção, 41 se transformaram em projetos apresentados ao Fundo no final do mês de agosto por organizações de Juruti (PA) e região. Dos projetos apresentados, 21 foram selecionados e juntos receberão recursos da ordem de R$ 510.000,00 para implementação a partir de janeiro de 2010.

O primeiro edital do Fundo Juruti Sustentável chamou propostas para execução de projetos de até 18 meses que integrassem aspectos sociais, econômicos e ambientais, orientados para o desenvolvimento sustentável. Para potencializar a participação da sociedade jurutiense, o Edital contou com uma linha de financiamento especial para projetos de organizações não formalizadas, ou formalizadas há menos de 1 ano, no valor de até R$ 10.000,00 (Organizações Tipo 1). Organizações formalizadas há mais de 1 ano, puderam solicitar até R$ 50.000,00 por projeto (Organizações Tipo 2).

associa  oes tipo 1 capacitacao final - associa  oes tipo 1 capacitacao final

Representantes de associações Tipo 1 durante a capacitação para execução de projetos, realizada entre os dias 10 e 13 de dezembro em Juruti.

“Um dos objetivos principais do Edital 01/2009 era verificar o perfil da demanda por recursos no município, como subsídio para o planejamento das próximas estratégias de financiamento do Fundo Juruti Sustentável. O resultado mostra um cenário de projetos de curto prazo, voltados para criação de alternativas de geração de renda e propostos majoritariamente por organizações de base comunitária.” comenta Guilherme Figueiredo, coordenador da iniciativa no Funbio, que é o responsável pela incubação do Fundo nessa etapa piloto.

Figueiredo explica ainda que embora o primeiro julgamento das propostas recebidas tenha sido baseado no mérito e não na qualidade técnica das mesmas, o Fundo investiu na capacitação dos proponentes na forma de oficinas, tanto para elaboração dos projetos quanto para sua execução. Uma câmara técnica também foi formada para fazer recomendações de aperfeiçoamento dos projetos apresentados.

conselheiros Funjus dez09 - conselheiros Funjus dez09

Os conselheiros do Fundo Juriti Sustentável se reuniram em dezembro para discutir últimos detalhes antes da assinatura dos contratos do Edital 01/2009.

A preocupação em tornar o edital acessível também fez o processo de divulgação incluir visitas a associações e comunidades potencialmente interessadas, levou à possibilidade dos formulários serem preenchidos à mão e ao repasse de R$ 500,00 a organizações que tiveram cartas consultas selecionadas, como ajuda de custo na fase de elaboração dos projetos.

Projetos começam em janeiro de 2010 – Durante a capacitação para execução de projetos, realizada em Juruti de 11 a 13 de dezembro, as dezenove organizações que tiveram projetos selecionados pelo Edital 01/2009 conheceram as regras para uso dos recursos e as ferramentas que serão utilizadas para acompanhamento de suas atividades. O total de recursos a ser desembolsado é de cerca de R$ 510.000,00 e organizações receberam o apoio solicitado de maneira fracionada, de acordo com o cronograma de cada projeto e respectivas prestações de contas.

Confira a lista final dos projetos selecionados pelo 1º Edital do Fundo Juruti Sustentável:

Projetos de Organizações de Tipo 1
Nome do projeto (Nome da organização)
1. Projeto Cheiro Verde (APROFASP)
2. Consolidação e fortalecimento de associações na Região do Planalto (APROFASP)
3. Projeto de apoio aos avicultores da comunidade de São José do Curumucuri (Assoc. Produtores Rurais de São José)
4. Projeto Estruturação e adequação de casa de farinha (CTPJ)
5. Projeto de apoio aos produtores de hortaliças orgânicas da Comunidade de Araçá-Preto (Assoc. dos Produtores da Comunidade de Araçá Preto)
6. Criação de tambaqui em Tanques-rede (APROSEIS)
7. Projeto de criação de abelhas nativas da Comunidade de São Brás (Assoc. dos Produtores da Comunidade de São Braz)
8. Projeto de geração de renda para a produção familiar rural através da criação de galinha poedeira da comunidade de São Pedro (Associação dos Pequenos Produtores Rurais de São Pedro)
9. Projeto Amarrando Sonhos (Comunidade de São Benedito)
10. 100% Adelinos - Criação de tambaqui em tanques-Rede (ASPROFAGU)
11. Consolidação e fortalecimento de associações na Região do Lago Juruti Velho (ASPROFAGU)
12. 100% CURUPIRA - Criação de tambaqui em tanques-Rede (ASPEFANGE)
13. Estruturação de hortas familiares das comunidades da Região do Santo Hilário (ASPRUFARSHI)

Projetos de Organizações de Tipo 2
Nome do projeto (Nome da organização)
1. Acordo de pesca Lago Grande e Curuai (MOPEBAM)
2. Puxirum dos Curumins - I Encontro do Clubinho da Tartaruga (Assoc. Brasileira para a Conservação das Tartarugas)
3. Projeto Juruti Pescados (APRAPAEB)
4. Pesca Milagrosa - Criação de tambaqui em tanques-Rede (APRAPAEVID)
5. Programa 5S – Juruti (ACEJ)
6. Da rua à Cultura (Assoc. Comunitária dos Moradores do Bairro Santa Rita)
7. Projeto Construindo e alimentando com qualidade (Assoc. Benef. Promocional Bom Samaritano)
8. Projeto Tucumã (Assoc. dos Artesãos de Juruti)

Adicionar comentário 21 de Dezembro de 2009 às 15:29 Lysandre Ribeiro

Funbio tem novo presidente e secretária geral em 2010

Pedro Leitão e Guilherme Leal. - Foto: Alexandre Loureiro / Agência Gingafotos

Pedro Leitão, à esquerda, será o novo presidente do Conselho Deliberativo do Funbio a partir de janeiro de 2010.

A última reunião do Conselho Deliberativo do Funbio, realizada no dia 30 de novembro, promoveu mudanças na governança da organização. Na ocasião, os conselheiros elegeram Pedro Leitão, até então Secretário Geral, como novo presidente do Conselho, em substituição a Guilherme Leal. Co-presidente do Conselho de Administração da Natura, Leal ocupou esta posição de 2006 até a expiração de seu mandato, em 2009. Pela primeira vez a presidência deste colegiado não estará nas mãos do segmento empresarial, mas sob a coordenação de um gestor saído dos quadros técnicos da própria casa. A partir do dia 1º de Janeiro, a ecóloga Rosa Lemos de Sá, atual Superintendente de Programas, assume a Secretaria Executiva.

Pedro Leitão foi Secretário Geral por 14 anos, tendo gerido o Funbio desde sua fundação, quando era um projeto de apoio à implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica encubado pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, até sua consolidação como instituição independente. Ao longo deste tempo, o Funbio se tornou uma ONG que viu seu quadro de funcionários aumentar de seis para cerca de 80, na medida em que diversificou e ampliou sua atuação, tanto geográfica, quanto tematicamente. Já administrou até hoje recursos totais da ordem de US$ 130milhões.

Rosa Lemos - Foto: Alexandre Loureiro / Agência Gingafotos
Rosa Lemos de Sá assumiu a Superintendência de Programas do Funbio em 2009. Anteriormente, liderou a Iniciativa Andes-Amazônia da Fundação Moore entre 2006 e 2008, nos Estados Unidos, e trabalhou no WWF-Brasil por 10 anos, ocupando a posição de Diretora de Conservação entre 2003 e 2006. Formada em Manejo de Vida Silvestre pela Universidade de Wisconsin (EUA), Rosa fez mestrado em Ecologia na Universidade de Brasília e é Ph.D. em Wildlife Conservation pela Universidade da Flórida (EUA).

Novos conselheiros – Além de marcar a saída de Guilherme Leal da presidência do Conselho Deliberativo, a reunião ratificou a escolha de seis novos conselheiros, eleitos por via eletrônica uma semana antes. Passaram a ocupar as vagas abertas no segmento empresarial o sócio fundador e CEO da Symbiosis Investimentos e Participações, Bruno Mariani; o Diretor de Meio Ambiente da Construtora Norberto Odebrecht, Luiz Gabriel Azevedo; e o fundador da empresa de gestão de florestas Amata e Presidente do Conselho Internacional do Forest Stewardship Council (FSC), Roberto Silva Waack.

O segmento ambiental foi complementado com a posse do doutor em Ciências Florestais e um dos fundadores da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Miguel Milano; do doutor em Antropologia Social e Oficial de Programa da Fundação Ford no Brasil, Aurélio Vianna Jr.; além do próprio Pedro Leitão, doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, e membro do conselho de várias organizações ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e o Greenpeace.

O Conselho Deliberativo do Funbio é a instância de máxima decisão da ONG, que tem por missão aportar recursos estratégicos para a conservação da biodiversidade. Conta com 16 conselheiros, com paridade de representação entre os setores acadêmico, ambientalista, empresarial e governamental. O órgão inclui em sua estrutura o Comitê Executivo, responsável pelo acompanhamento mais direto das atividades, além de Comissões Temáticas, formadas para assessorar os programas da organização.

Adicionar comentário 18 de Dezembro de 2009 às 18:04 Márcia Soares

Caospenhague

De Copenhague

No dia de ontem, terça-feira, a equipe do Funbio que está em Copenhague não conseguiu participar de nenhum evento no Bella Center porque os credenciamentos de ONGs foram cancelados e reduzidos. O Funbio contava com dois credenciamentos, mas a fila era tão grande para entrar (maior que no dia anterior), com tempo médio de espera de seis horas, em um frio de zero graus, que acabamos desistindo. O que víamos eram pessoas pulando para se aquecer.

Isso aconteceu conosco e alguns milhares de observadores, mais de 20 mil pelas nossas contas. Tivemos informação que a senadora Marina Silva foi reclamar da situação e um policial da ONU mandou-a calar a boca. A situação está neste nível. Nos perguntamos aonde está a transparência, o respeito e a participação no processo.

A partir de amanhã a participação será ainda mais reduzida: dos 30 mil inscritos, somente 7 mil devem entrar. O que ouvimos é que até sexta eles devem reduzir para apenas mil observadores da sociedade civil. Estávamos inscritos há meses, aceitos pela ONU, que já deveria ter conhecimento do número total de 30 mil inscritos, e deveria ter se preparado para isso. Desorganização é a palavra que melhor retrata este caos. Já há movimentos estimulando uma ação coletiva contra a ONU pelos danos financeiros e morais causados.

Hoje esperamos conseguir entrar e fazer a apresentação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), no Espaço Brasil, em evento sobre o Fundo Amazônia. O coordenador da Unidade de Gestão de Programas, Fabio Leite, falará sobre o projeto recém-aprovado pelo BNDES.

Adicionar comentário 16 de Dezembro de 2009 às 14:56 Erika Polverari

COP15 antecipa a disputa presidencial de 2010

Passado o caos do credenciamento, onde participantes de diferentes partes do mundo permaneceram até sete horas em temperaturas inferiores a zero graus, a COP 15 serve de palco para personalidades brasileiras se posicionarem politicamente, antecipando a campanha presidencial de 2010.

O Espaço Brasil reuniu no side event “Brazilian Climate Alliance Contribution to COP 15″ personalidades como o ministro Carlos Minc, o ex-ministro e atual Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais José Carlos Carvalho (representando o Governandor de Aécio Neves) e presidenciáveis como José Serra e a Senadora Marina Silva.

O evento causou “frison” entre os jornalistas brasileiros. A senadora chamou o Brasil à sua responsabilidade, criticando os recentes ataques ao marco regulatório ambiental, destacando que a posição brasileira deve, independente da eventual ajuda externa, garantir a redução das emissões nacionais. Às 19h é a vez a Ministra Dilma Rousseff apresentar suas posições em outro side event: Brazil: for a sustainable economy.

Adicionar comentário 14 de Dezembro de 2009 às 14:12 Manoel Serrão

Funbio chega na COP-15

Cinco pessoas da equipe técnica do Funbio chegaram nesta semana em Copenhague, na Dinamarca, para participar da segunda semana de atividades da Conferência do Clima. São elas: Rosa Lemos - Superintendente de Programas; Angelo Augusto dos Santos - responsável pelo tema Mudanças Climáticas no Funbio; Fabio Leite - Coordenador da Unidades de Gestão de Programas; Manoel Serrão - Coordenador da Unidade de Mecanismos Financeiros; e eu, Erika Polverari, Gerente de Programas.

Enviaremos notícias para o site e twitter do Funbio diariamente. O frio está em torno dos zero graus. Depois de duas horas do lado de fora, com os pés quase congelando e todos tentando se aquecer seja dançando ou pulando para esquentar, conseguimos chegar na parte do credenciamento, que demorou também mais uma hora e meia entre pegar o formulário e tirar foto para o crachá. Ou seja, não se prepararam para o número de pessoas indo e vindo que chega a 30.000, segundo informações. A equipe do Funbio está agora na área das delegações, no estande do Brasil, com apresentação do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc e do José Serra.

Adicionar comentário às 13:50 Erika Polverari

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